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Tribunal de Israel condena líder palestino | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal de Israel condenou nesta quinta-feira o líder palestino Marwan Barghouti pela morte de cinco israelenses. Acredita-se que a condenação vai impulsionar a popularidade de Barghouti, deixando-o apenas atrás de Yasser Arafat entre os preferidos dos palestinos. Barghouti, cujo julgamento começou há dois anos, foi considerado culpado por supostamente liderar o grupo Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa. Depois da condenação, a promotoria pediu ao tribunal na cidade de Tel Aviv prisão perpétua para o palestino. Barghouti nega todas as acusações e não reconhece o direito do tribunal de julgá-lo, pois diz que a intifada é uma luta legítima. O palestino foi condenado por organizar quatro ataques suicidas, três bem-sucedidos, que causaram as cinco mortes. Barghouti também foi ligado a outros ataques que mataram 21 pessoas. Falando no tribunal depois do veredito, ele condenou ataques suicidas e disse ser contra a morte de inocentes, mas afirmou que os palestinos precisam combater a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Admiração Há testemunhos de que palestinos em Ramallah, na Cisjordânia, fizeram marchas em protesto contra a prisão de Barghouti, um dos principais líderes palestinos da atualidade. Ao contrário da maioria dos líderes palestinos, ele é relativamente jovem, com apenas 43 anos. Ele nunca foi relacionado a nenhum escândalo de corrupção e é admirado por sua determinação de combater a ocupação israelense. Jornalistas também destacam que ele é fluente em hebraico e que apoiou os acordos de paz entre israelenses e palestinos. Apesar da condenação, ele é visto em alguns ciclos de Israel como uma alternativa interessante para futuras negociações com palestinos. |
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