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Líder do Fatah é condenado à prisão perpétua | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Marwan Barghouti, líder da organização Fatah, de Yasser Arafat, na Cisjordânia, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal israelense. Barghouti, de 45 anos, foi acusado pela morte de cinco israelenses. Ele era considerado um potencial sucessor do líder palestino Yasser Arafat. Barghouti, cujo julgamento começou há dois anos, nega todas as acusações e não reconhece o direito do tribunal de julgá-lo, pois diz que a Intifada é uma luta legítima. O palestino foi condenado em maio por organizar quatro ataques suicidas, três bem-sucedidos, que causaram as cinco mortes. Barghouti também foi ligado a outros ataques que mataram 21 pessoas. Neste domingo, Barghouti foi condenado à prisão perpétua por cada uma das cinco mortes. Intifada Segundo o correspondente da BBC Matthew Price, Barghouti dominou a audiência, pedindo gentilmente para falar mesmo com as ordens dos juízes para que se sentasse. Ele reiterou sua oposição à ocupação de Israel e disse que a Intifada era a única maneira de os palestinos conseguirem sua independência. Quando finalmente conseguiram silenciá-lo, o juiz leu a sentença de prisão perpétua. O líder palestino também foi condenado a duas penas de 20 anos de reclusão por ser membro de uma organização terrorista e por tentativa de assassinato. Quando estava sendo levado do tribunal, Barghouti fez um sinal de vitória e disse que a Intifada vai continuar. De acordo com o correspondente da BBC, apesar de Barghouti ser visto pela maioria dos israelenses como um terrorista, ele já esteve envolvido em negociações com Israel. Price acrescenta que muitos diplomatas vêm o líder do Fatah como uma pessoa com quem pode ser possível, um dia, chegar a um acordo de paz no Oriente Médio. |
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