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450 combatentes da AUC depõem armas na Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 450 integrantes dos temidos paramilitares de direita da Colômbia foram desarmados em massa em um campo de futebol como parte do processo para acabar com a guerra civil no país. Vestidos com roupas de camuflagem e usando botas de borracha, os combatentes das Forças Unidas de Autodefesa da Colômbia (AUC) cantaram o hino nacional antes de entregar as armas. O negociador da AUC, Salvatore Mancuso, disse em discurso que os combatentes pediam para voltar a integrar a sociedade. Mancuso está lutando contra um pedido de extradição dos Estados Unidos. O governo colombiano decidiu que ele pode continuar no país por causa de seu papel no processo de desarmamento. Banana Na quarta-feira, o Supremo Tribunal da Colômbia autorizou a extradição para os Estados Unidos de Mancuso e dois outros fora-da-lei, um deles é líder rebelde de esquerda. No entanto, o ministro do Interior e da Justiça da Colômbia, Sabas Pretelt de la Vega, disse na quinta-feira que, embora as regras sobre extradição ainda estejam em vigor, a lei de ordem pública determina que sejam suspensas para aqueles líderes de grupos armados que estejam tomando parte seriamente nas conversas de paz. Os combatentes do chamado Bloco da Banana da AUC foram desarmados em Turbo, cidade a 500 km de Bogotá. Por mais de uma década, o bloco manteve o controle sobre boa parte da principal região produtora de bananas da Colômbia, no Estado de Antioquia. 'Inimigos perdoados' Centenas de rifles, lançadores de granadas e morteiros foram postos em uma longa mesa na cerimônia de desarmamento. Centenas dos cerca de 15 mil membros da AUC já foram desarmados e pelo menos outros 2,4 mil devem fazer o mesmo até o fim do ano. A organização deve estar dissolvida em 2006. Mancuso disse que os paramilitares estão prontos a "perdoar nossos inimigos e pedir à sociedade que nos receba em seu seio e acredite na nossa decisão de nos livrar da guerra". Os outros dois homens com pedido de extradição pelos EUA são Carlos Castano, líder da AUC e que se acredita estar morto, e o líder rebelde de esquerda Ricardo Palmera, mais conhecido por seu codinome, Simon Trinidad. Palmera, um dos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), está atualmente na prisão. |
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