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Atualizado às: 25 de novembro, 2004 - 00h03 GMT (22h03 Brasília)
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AIEA nega ter dado aval para enriquecimento em Resende
Fábrica de combustível nuclear de Resende (RJ)
Urânio enriquecido em Resende deve ser usado nas usinas nucleares em Angra dos Reis (RJ)
Representantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) negaram nesta quarta-feira que o órgão tenha dado aval ao Brasil para iniciar a produção de urânio enriquecido na fábrica de Resende (RJ).

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, anunciou em Brasília que o governo alcançou um acordo com a AIEA para o início das operações em Resende, depois de meses de negociações acerca das inspeções na fábrica.

Em uma nota também divulgada nesta quarta-feira, o governo brasileiro diz que a vistoria feita por enviados da AIEA ao Brasil entre 16 e 18 de novembro em Resende foi considerada plenamente bem-sucedida por ambas as partes” e que “do ponto de vista das Salvaguardas Internacionais, a planta da fábrica (...) está em condição de iniciar a fase de comissionamento”.

No entanto, a porta-voz da AIEA Melissa Fleming disse à agência de notícias Reuters que o órgão "ainda está no processo de completar" a "avaliação da abordagem de inspeção da fábrica de Resende". Outro representante do órgão fez à agência Associated Press afirmação semelhante.

Até o fim do ano

De acordo com a agência Reuters, o ministro Eduardo Campos disse que a fábrica em Resende iria passar a produzir o urânio enriquecido antes do fim do ano.

O Ministério da Ciência e Tecnologia vem se negando a permitir que fiscais internacionais tenham completo acesso aos equipamentos em Resende, alegando que a tecnologia de enriquecimento foi desenvolvida no Brasil e que o governo precisa zelar para que ela não seja copiada para uso em outros países.

A posição brasileira em relação ao programa nuclear – que o Brasil diz ser apenas para fins pacíficos – fez nascer temores de que outros países, como a Coréia do Norte e o Irã, usem o país como um exemplo para não permitir acesso completo a suas instalações, como pede a AIEA.

Foto: Michael Light, '100 Suns'Em imagens
Exposição mostra beleza e horror dos testes nucleares.
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