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Atualizado às: 19 de novembro, 2004 - 15h53 GMT (13h53 Brasília)
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Resposta indiana sobre Caxemira desagrada Paquistão
O presidente do Paquistâo, Pervez Musharraf
Premiê indiano rejeita propostas de Musharraf para paz na região
O Paquistão disse estar decepcionado com a resposta da Índia às propostas de seu governo para uma solução sobre o conflito da Caxemira.

Numa entrevista à agência de notícias France Presse, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, afirmou que os sinais emitidos pelo país vizinho não são encorajadores.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse que não aceitaria redesenhar as fronteiras da região em disputa.

Esta havia sido uma das propostas radicais apresentadas por Musharraf num discurso no mês passado.

Propostas

O general listou várias opções possíveis para um acordo na Caxemira:

- Toda a área poderia ser desmilitarizada e transformada em região autônoma.

- Ela poderia permanecer em controle conjunto dos dois países.

- Algumas partes poderiam ser repartidas entre os dois países e o vale da Caxemira se tornaria autônomo ou ficaria sob a supervisão da ONU.

Durante uma visita à porção indiana da Caxemira, porém, o primeiro-ministro Singh disse: "Deixei claro ao presidente Musharraf que qualquer redesenho da fronteira internacional é inaceitável para nós".

Após as declarações do líder indiano, o chanceler paquistanês, Khursheed Kasuri, pediu ao governo de Nova Délhi que "evite declarações polêmicas".

"O fato é que Jammu e Caxemira é uma disputa que a Índia e o Paquistão devem solucionar por meio de diálogo e negociações", afirmou ele.

O presidente Musharraf acrescentou: "Certamente as vibrações deveriam ser bem melhores que essas. Há de haver um desejo de avançar rumo à paz".

Retirada

Ele minimizou a importância de uma retirada de tropas da Índia da Caxemira.

"Se de 600 mil ou 700 mil soldados, 4 mil são retirados, isso é bem-vindo, é um passo adiante, mas é um passo tático adiante", afirmou.

Estima-se que a Índia tenha entre 180 mil e 350 mil soldados na parte que controla da Caxemira.

Ainda não está claro quantos deles estão sendo retirados.

A Índia e o Paquistão têm sustentado um cessar-fogo na Caxemira por quase um ano e iniciaram um processo de paz em janeiro.

Mais de 40 mil pessoas morreram na região quando o conflito estourou, em 1989.

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