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Índia e Paquistão retomam negociações de paz após 3 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades do governo da Índia iniciaram no Paquistão a primeira reunião oficial, em quase três anos, entre os dois países. A disputada região da Caxemira será o principal assunto na pauta do encontro. Os programas nucleares também poderão ser discutidos. A reunião de três dias ocorre na capital Islamabad e tem como objetivo abrir o caminho para as negociações de paz. A Índia e o Paquistão travaram duas guerras em função da Caxemira desde a independência da Grã-Bretanha, em 1947. Atualmente, um acordo de cessar-fogo está em vigência. Otimismo cauteloso O início dos diálogos entre os dois governos foi acertado no mês passado entre o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e o primeiro-ministro da Índia, Atal Behari Vajpayee. O correspondente da BBC em Islamabad Paul Anderson disse que analistas vêem espaço para um otimismo cauteloso. Segundo observadores políticos, as negociações de paz na cidade de Agra, na Índia, fracassaram há três anos porque o encontro foi precipitado. Para os analistas, desta vez o processo é mais metódico e não há grandes expectativas de sucesso. “Essas são negociações em processo”, destacou o especialista em relações exteriores C. Rajamohan. Caxemira A Índia deve pedir maior comprometimento por parte do Paquistão no combate à infiltração de militantes na Linha de Controle que separa a Caxemira. O governo paquistanês deve pedir que a Índia respeite os direitos humanos. O encontro desta semana é o passo mais recente na relação entre os dois países que se deteriorou, em dezembro de 2001, após um ataque no Parlamento indiano por supostos militantes islâmicos. Em abril do ano passado, Vajpayee fez um discurso no qual demonstrou intenções de retomar as relações com o país vizinho. Índia e Paquistão restabeleceram as relações diplomáticas e retomaram serviços de transporte entre os países. No entanto, apesar da reaproximação entre os governos, grupos militantes islâmicos prometeram continuar suas campanhas armadas até que as tropas da Índia abandonem a Caxemira. |
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