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Atualizado às: 19 de dezembro, 2003 - 00h00 GMT (22h00 Brasília)
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Paquistão faz concessão à Índia na Caxemira
Soldados na Caxemira
Arame farpado marca a fronteira entre Índia e Paquistão na Caxemira

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, anunciou nesta quinta-feira que o país está disposto a abandonar seus pedidos para que seja realizado um plebiscito na Caxemira.

A região é dividida em uma parte pertencente à Índia e outra, ao Paquistão, e é motivo de tensão entre as duas potências nucleares. Duas das três guerras entre esses países foram por causa de disputas na região.

O Paquistão vinha defendendo a realização do plebiscito para que os habitantes da Caxemira decidiam seu futuro.

A realização do plebiscito é prevista em uma resolução aprovada pelas Nações Unidas, mas a Índia não aceita sua realização.

Flexibilidade

"Nós somos a favor das resoluções da ONU", disse Musharraf em entrevista à agência de notícias Reuters. "Contudo, agora deixamos isso de lado."

"Caso se queira resolver essa questão (da Caxemira), os dois lados precisam conversar com flexibilidade, abandonando suas posições já anunciadas, encontrando um meio-termo", disse Musharraf.

O governo indiano divulgou nesta quinta-feira uma declaração em que não fez referência alguma aos comentários de Musharraf.

As autoridades de Islamabad dizem que a Caxemira deveria ter sido incluído no território paquistanês quando o país se tornou independente, em 1947, porque a maioria da população nessa região é muçulmana, como no Paquistão.

Avanços

Nos últimos meses, houve avanços significativos nas relações entre os dois países.

Os dois lados adotaram em novembro um cessar-fogo na região.

Além disso, o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, deve comparecer em janeiro a um encontro regional em Islamabad.

Para Musharraf, os dois lados tem agora uma "oportunidade bastante real" de abraçar a paz.

"A base para tudo, a base para a redução na mobilização militar (...) é seguir adiante com o processo de diálogo", disse ele.

"Se o diálogo político não ocorrer, quem ganha e quem perde? São os moderados que perdem e os extremstas que ganham, e é exatamente isso que vem acontecendo."

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