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Sharon acena com coordenação com palestinos em Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que poderá coordenar seu plano de retirada de Gaza com os novos líderes palestinos se eles adotarem iniciativas para conter ataques a israelenses. Ele disse que Israel poderia estabelecer ligações com os palestinos em relação a medidas de segurança e nas áreas de Gaza a serem evacuadas por todos os colonos judeus. Antes da morte do líder palestino Yasser Arafat, Sharon se recusava a discutir seu plano com os palestinos. Os palestinos querem realizar eleições presidenciais em janeiro. 'Alto preço' A morte de Arafat no dia 11 de novembro aumentou as esperanças de renascimento do processo de paz no Oriente Médio, mas também aumentou o medo da violência entre as facções palestinas que disputam o poder, segundo correspondentes da BBC na região. "Se, com o tempo, virmos que há uma liderança palestina que está querendo combater o terrorismo, podemos ter segurança coordenada e talvez coordenação na transferência de território de onde sairmos", disse Sharon em encontro com integrantes de seu partido, o Likud. "Estamos em um período de eventos sucessivos, com as eleições nos Estados Unidos, a morte de Arafat e, talvez, novas possibilidades diplomáticas no futuro." Segundo ele, Israel quer um acordo diplomático que provavelmente traria paz e está "pronto a pagar um alto preço". Mas Sharon disse também que não haverá concessões em assuntos de segurança. Indenizações O encarregado de indenizações e habitações para os colonos judeus forçados a deixar a Faixa de Gaza anunciou os avanços do plano. Yonatan Bassi disse a repórteres em Jerusalém que até um terço dos 8 mil colonos que devem ser afetados pediram detalhes sobre a obtenção de indenizações, embora muitos ainda se oponham à iniciativa. Israel planeja a retirada para junho ou julho depois de quase 40 anos de ocupação. As famílias vão receber até US$ 300 mil (cerca de R$ 810 mil) em indenização. Elas poderão ir para onde quiserem, segundo Bassi, e isso inclui assentamentos judeus na Cisjordânia. No entanto, Bassi admitiu, que depois da morte de Arafat, mudanças na liderança palestina poderiam levar a mudanças no plano em si. |
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