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Rebeldes em Falluja 'preparam último esforço' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes das forças americanas que estão atacando Falluja, no Iraque, dizem que a cidade está agora quase que inteiramente ocupada, mas que os choques com rebeldes devem prosseguir durante os próximos dias. Os militares acreditam que alguns dos rebeldes com mais experiência e habilidade estão agora concentrados no sul de Falluja, onde devem realizar um último esforço contra as forças invasoras. Um jornalista que está em Falluja também disse à BBC que, com exceção do norte da cidade, as forças invasoras só controlam as principais ruas. Ainda assim, o primeiro-ministro do Iraque, Ayad Allawi, disse que as operações militares em Falluja já chegaram a um fim. Casa a casa Soldados americanos e iraquianos estariam agora indo de casa em casa procurando por armas em áreas que eles dizem controlar. Nessas buscas, os soldados dizem já ter encontrado grandes depósitos de bombas e outros armamentos. Um coronel americano, Mike Shupp, disse que “provavelmente ainda vai demorar de quatro a cinco dias” até que esse trabalho de varredura acabe. Um grupo de peritos civis deve ser enviado à cidade nesta segunda-feira para iniciar os preparativos para a reconstrução da cidade e o pagamento de indenizações. Os Estados Unidos dizem ter matado na operação em Falluja cerca de 1,2 mil pessoas que definiu como insurgentes, enquanto 38 soldados americanos e iraquianos também teriam morrido. O premiê Allawi, por sua vez, disse neste domingo que 400 supostos rebeldes foram presos na ofensiva. Fuzileiros navais americanos disseram ter encontrando o corpo mutilado de uma mulher de aparência estrangeira na cidade. Acredita-se que o corpo possa ser de uma de duas mulheres estrangeiras que estão desaparecidas no Iraque, depois de terem sido seqüestradas. Crescente Vermelho Também, neste domingo, a organização humanitária Crescente Vermelho criticou duramente as forças americanas por não terem permitido a entrada na cidade de um comboio com ajuda, alegando que não existiam condições de segurança para isso.
Uma porta-voz disse à BBC que existe o medo de que centenas de civis encurralados na cidade estejam precisando desesperadamente de comida, água e suprimentos médicos. O premiê Allawi disse que a avaliação do Crescente Vermelho é falsa, pois seu governo já teria enviado 16 caminhões com ajuda humanitária a Falluja. Por outro lado, oficiais americanos disseram que seus soldados podem distribuir toda a ajuda que for necessária. Fora de Falluja Na cidade de Mosul, no norte do país, as forças dos Estados Unidos disseram que a segurança nas ruas está aumentando, depois de dias de choques entre rebeldes e soldados iraquianos. O comandante militar americano em Mosul, general Carter Ham, negou à BBC que a cidade tenha chegado a estar sob o controle de rebeldes, mas reconheceu que houve instabilidade nos últimos dias. Na quinta-feira, rebeldes atacaram a maioria das delegacias de polícia e, neste domingo, mais dois postos de segurança tiveram o mesmo destino. Segundo Ham, os Estados Unidos vinham esperando que militantes que estavam enfrentando a ofensiva em Falluja fugissem para Mosul, mas, até agora, o general acredita que poucos conseguiram chegar à cidade. Dois canais de TV árabes, a Al-Jazeera e a Al-Arabiya, também disseram neste domingo que duas parentes do premiê Ayad Allawi, que haviam sido seqüestradas em Bagdá na última terça-feira, foram libertadas. Citando fontes não-identificadas, os dois canais de TV disseram que a mulher de um primo de Allawi e a nora grávida dela. Um porta-voz do governo interino do Iraque não confirmou a libertação dos dois reféns, que foram seqüestrados, além deles, o primo de Allawi, Ghazi Allawi. |
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