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Primeiro comboio de ajuda humanitária chega a Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um comboio da agência humanitária Crescente Vermelho, com suprimentos de emergência, chegou neste sábado à cidade de Falluja, no Iraque. O comboio seria a primeira ajuda a chegar a Falluja desde o início da megaoperação americana e seria composto por cinco caminhões e três ambulâncias. As tropas americanas e o governo interino do Iraque haviam recusado, anteriormente, a entrada de comboios de ajuda na cidade. Os caminhões que agora alcançaram Falluja carregam comida, cobertores, materiais de primeiros-socorros, remédios e água. A chegada do comboio acontece em meio à preocupação de agências humanitárias com a situação dos civis em Falluja. O Crescente Vermelho do Iraque, por exemplo, afirmou que uma de suas preocupações é o fato de que não se sabe quantas pessoas continuam na cidade, além do fato de que é preciso evacuar os feridos porque há poucos médicos por lá. Avanços Os americanos afirmam ter matado 1,6 mil insurgentes em Falluja e dizem que apenas grupos pequenos de militantes estariam oferecendo resistência às suas tropas no local. Já o ministro da Segurança Nacional do Iraque, Kassem Daoud, disse que são mil os insurgentes mortos. Também segundo ele, 200 teriam sido capturados. Daoud admitiu ainda que o militante jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi fugiu de Falluja e não foi capturado pelos americanos durante incursão à cidade. Comandantes das tropas lideradas pelos Estados Unidos dizem que 80% da cidade já está sob seu controle e que a fase final da operação em Falluja – que entrou neste sábado em seu sexto dia – está se aproximando. Febre tifóide Há informações de que um surto de febre tifóide teria começado em Falluja. As tropas americanas dizem que praticamente não têm visto civis na cidade. A maioria teria saído na medida em que a ofensiva foi se mostrando iminente ou estaria sendo usada pelos insurgentes como escudos humanos, de acordo com os americanos. O diretor do Crescente Vermelho, Ahmed al-Raoui, disse que sua agência está preocupada também com a situação das pessoas que saíram da cidade para fugir dos combates. Segundo ele, muita gente está vivendo em acampamentos sem água na cidade vizinha de Habbaniyah. O governo do Iraque, enquanto isso, prometeu destinar US$ 100 milhões para a reconstrução de Falluja. Mosul A violência ainda continua em outras partes do país. Cerca de 500 soldados americanos foram retirados de Falluja para seguir a Mosul, no norte do Iraque, onde um toque de recolher foi imposto após três dias de conflitos. Insurgentes teriam atacado várias delegacias de polícia e estariam com o controle de partes da cidade. Na sexta-feira, soldados da guarda nacional iraquiana em Bagdá já haviam sido enviados para reforçar a segurança em Mosul. Tropas americanas e insurgentes também estão em conflito em Ramadi, a oeste de Bagdá. Autoridades iraquianas fecharam o aeroporto de Bagdá para vôos comerciais enquanto os confrontos de Falluja continuarem. Al-Sadr O clérigo radical xiita Moqtada Al-Sadr teria retirado o seu apoio às eleições no Iraque, que devem acontecer em janeiro. Um porta-voz disse que o clérigo não aceita o fato de, segundo ele, as forças de ocupação estarem submetendo as cidades e o povo iraquiano à injustiça e à tirania. Al-Sadr disse que apoiaria as eleições após um acordo em agosto que colocou fim aos confrontos entre forças americanas e os militantes leais a ele na cidade de Najaf. |
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