|
Arafat cometeu 'erro colossal', afirma Clinton | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente americano Bill Clinton expressou suas condôlencias pela morte de Yasser Arafat, mas disse que o líder palestino cometeu um "erro colossal" ao rejeitar o acordo de paz intermediado pelos Estados Unidos em 2000. Clintou disse que lamentava a decisão de Arafat de não aceitar a proposta de paz e acrescentou que reza "pelo dia em que o sonho do povo palestino por um Estado e por uma vida melhor seja concretizado em uma paz duradoura". A proposta apresentada por Clinton deixaria a maior parte de Jerusalém Oriental sob a soberania do novo Estado palestino, mas impediria o retorno dos refugiados palestinos espalhados por outros países árabes. O líder do Partido Trabalhista israelense, Shimon Peres, disse que "não há dúvidas de que, com a morte de Yasser Arafat, uma era se encerrou, para o bem ou para o mal". Peres venceu o prêmio Nobel da Paz em 1994, junto com Arafat e com o então primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin – assassinado por um extremista de direita em 1995. "Quando recorreu ao terrorismo, Arafat errou, mas quando tomou o caminho do diálogo, Arafat teve êxitos", afirmou Peres. De acordo com o líder trabalhista, Arafat quis ser popular e, por isso, não lutou contra o terrorismo, e esse foi o seu principal erro. "Porém, não podemos esquecer que Arafat fez uma concessão que nenhum outro líder palestino poderia ter feito, pois nos acordos de Oslo reconheceu a solução de dois Estados, o palestino ao lado do israelense", acrescentou Peres. "Nos últimos anos, Arafat perdeu a sua credibilidade pois oscilou entre os dois pólos, o pólo do terrorismo e o pólo do diálogo político", concluiu. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||