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Morte de Arafat é recebida com lágrimas em Ramallah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A reação inicial das autoridades palestinas e da população em geral foi principalmente de tristeza com o anúncio da morte de Yasser Arafat. Na coletiva de imprensa, Nabil Abu Radeneh, principal assessor de Arafat, e Yasser Abed Rabbo, membro do comitê-executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), acompanharam o anúncio da morte pouco antes das 6h em Ramallah (2h no horário de Brasília) entre lágrimas. "Perdemos o líder do povo palestino, o pai do movimento nacional palestino, mas não perdemos a esperança de que o povo palestino e a sua liderança vão continuar para atingir os objetivos de Yasser Arafat", disse Abed Rabbo. Para o escritor Mohammed Patrawy, este "é um dia muito triste: pessoalmente e para o povo palestino". Patrawy vive em frente ao quartel-general de Yasser Arafat desde 1966. Ele conhecia pessoalmente o líder palestino, desde a época em que Arafat trabalhava como engenheiro. Mudanças Apesar de acreditar que os palestinos sentirão falta de Arafat, o escritor afirma que a transição política e a era pós-Arafat será relativamente calma. "As pessoas sentem que Arafat foi um símbolo, mas a nossa luta continua. A mudança das pessoas não muda a luta em si." Após o anúncio da morte de Arafat, muitos jornalistas e um pequeno grupo de palestinos passou a se reunir na porta de entrada da mukata – o quartel-general de Arafat. A maioria dos palestinos chorava e até mesmo soldados que protegem a entrada limpavam os olhos de lágrimas. Apesar disso, duas horas e meia depois do anúncio, 8h30 na hora local, tanto os arredores do quartel-general como o centro da cidade permaneciam calmos e com pouca gente. |
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