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Ataques a bomba em Samarra matam pelo menos 23 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma série de ataques deixou pelo menos 23 mortos e mais de 20 de feridos na cidade de Samarra neste sábado, a norte de Bagdá, no Iraque. Segundo informações da polícia iraquiana, os três ataques – pelo menos um deles com carro-bomba – ocorreram na região central da cidade e teriam a prefeitura e um mercado popular como alvos. Uma segunda explosão teria sido detonada depois da chegada dos serviços de emergência, que prestavam atendimento às vítimas da primeira bomba. Aparentemente, a maioria das vítimas dos ataques são civis iraquianos, mas pelo menos quatro policiais iraquianos também teriam morrido. "Vi um agente da Guarda Nacional queimando no chão," afirmou uma testemunha à agência de notícias Reuters. A cidade de Samarra foi retomada pelas forças de segurança americanas e iraquianas em setembro e vem sendo citada pelo governo do Iraque como um exemplo de como a colaboração entre as duas partes seria capaz de restaurar a ordem no Iraque. Por isso mesmo, analistas dizem que a escolha da cidade como alvo da última série de ataques não teria sido uma coincidência. Esse não é o primeiro episódio em que iraquianos são vítimas de militantes. Funcionários do atual governo do Iraque são vistos por extremistas como colaboradores dos Estados Unidos. Falluja Na sexta-feira, um soldado americano foi morto e cinco ficaram feridos depois que os rebeldes de Falluja realizaram um ataque contra a base dos soldados americanos perto da cidade. Paul Wood disse que existe um sentimento por parte dos soldados dos Estados Unidos de que uma grande ofensiva contra Falluja é agora inevitável e iminente. As unidades militares estão guardando grande quantidade de munição para a artilharia e o ritmo de treinamento aumentou. O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, ameaçou repetidas vezes lançar um grande ataque contra Falluja caso os moradores não entregassem Al-Zarqawi. Allawi criticou uma carta que recebeu do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em que Annan alertou quanto aos riscos de um ataque de grandes proporções contra Falluja. |
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