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Atualizado às: 04 de novembro, 2004 - 08h16 GMT (05h16 Brasília)
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Provas contra Saddam podem ter sumido, diz ONG

Saddam Hussein
Relatório diz que provas contra Saddam podem ter desaparecido
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch afirmou que é provável que provas cruciais para o julgamento do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein e de outras autoridades do antigo regime do Iraque tenham sido perdidas ou adulteradas.

A ONG atribui os problemas à falta de ação e à negligência das forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos. De acordo com o entidade, a coalizão falhou na função de garantir a segurança de locais importantes no Iraque após a invasão do país no ano passado.

A Human Rights Watch diz que a coalizão também não foi capaz de evitar o roubo de milhares de documentos oficiais que estavam em prédios do governo iraquiano em abril de 2003. As alegações da ONG foram publicadas em um relatório de 41 páginas intitulado "Iraque: a Situação das Provas".

O relatório alega que as falhas da coalizão liderada pelos Estados Unidos resultaram na ampla remoção de arquivos de Estado e que agora é praticamente impossível recuperá-los.

O documento afirma que provas cruciais para os futuros julgamentos nunca foram recolhidas e isso pode causar um prejuízo irreparável.

A ONG afirma que uma documentação sólida e provas judiciais serão muito importantes para reforçar o depoimento de testemunhas e garantir o sucesso de qualquer julgamento no Iraque.

Valas comuns

O documento afirma que a coalizão também não impediu que parentes de algumas das milhares de pessoas desaparecidas durante o regime de Saddam recuperassem os restos de corpos encontrados em valas comuns.

De acordo com o relatório, a coalizão voltou a falhar ao não acionar peritos e garantir a assistência necessária para assegurar a classificação apropriada dos corpos e os procedimentos de exumação.

Em algumas áreas, afirma a organização, soldados observaram de forma passiva a ação de iraquianos que escavaram valas comuns em busca dos restos de familiares.

O documento diz que a maneira como as valas comuns foram abertas tornou impossível a identificação e a preservação de muitos corpos.

A organização conclui o documento com um apelo para que o governo interino do Iraque crie uma comissão com a participação de iraquianos e estrangeiros para buscar pessoas desaparecidas e estabelecer procedimentos efetivos para proteger valas comuns e realizar exumações.

A Human Rights Watch sugere ainda a criação de um outro órgão, semelhante ao primeiro, para rever a maneira como os documentos do antigo regime são protegidos.

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