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Sudão faz cerco a área de refugiados em Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU informou que o Exército e a polícia do Sudão cercaram campos de refugiados em Darfur. "As pessoas foram cercadas pelo Exército e pela polícia. Nós tememos que elas sejam forçadas a abandonar suas casas", disse Simon Pleuss, do Programa Mundial de Alimentação da ONU em entrevista à agência Reuters. A violência na região fez com que mais de 1,5 milhão de pessoas em Darfur tivessem de deixar suas casas. O conflito na área matou cerca de 70 mil pessoas. A população local e agências humanitárias acusam o governo sudanês de ter sido conivente e até de ter dado auxílio material às milícias árabes que vêm promovendo assassinatos e estupros coletivos contra a população negra em Darfur. Bloqueio Uma representante do programa de alimentos da ONU afirmou que o acesso das agências humanitárias aos campos de refugiados foi bloqueado desde a manhã desta terça-feira. Segundo ela, os refugiados enfrentam sérios riscos à sua segurança se forem forçados pelo governo a retornar às vilas onde moravam, pois lá elas contam com menos proteção contra as milícias árabes. Segundo relatos, houve combates em Darfur entre forças do governo e rebeldes pertencentes ao Movimento de Libertação Sudanês na segunda-feira. Pessoas que viajavam pelo sul de Darfur viram vários corpos espalhados pela estrada. Por medida de precaução, as agências da ONU proibiram que suas equipes viagem pela região. Milícias árabes estão bloqueando estradas na área para impedir que veículos comerciais e de agências humanitárias trafeguem pela região. Segundo Said Djinnit, o principal oficial das forças de paz da União Africana em Nyala, no sul de Darfur, o cessar-fogo entre governo e rebeldes está sendo violado diariamente por ambos os lados envolvidos no conflito. De acordo com Djinnit, as forças de paz contam com apenas 250 soldados em Darfur. Enquanto a tensão continua em Darfur, negociadores da União Africana em Abuja, na Nigéria apresentaram ao governo do Sudão e aos grupos rebeldes propostas para pôr fim ao conflito. O plano de paz para a região inclui uma proposta para fazer de Darfur uma zona de exclusão aérea, uma das principais reivindicações dos rebeldes, que acusam forças do governo de ter lançado bombas incendiárias contra aldeias. |
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