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Mina terrestre mata dois representantes de ONG no Sudão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois funcionários de uma organização humanitária morreram na região de Darfur, no Sudão, depois que o veículo em que viajavam passou sobre uma mina terrestre perto de Ummbaru, em território sob controle rebelde. Os funcionários, um britânico e um sudanês, trabalhavam para a organização não-governamental Save the Children. Este seria o primeiro caso de morte de estrangeiros envolvidos em ajuda humanitária nos 20 meses de conflito entre negros africanos e milicianos árabes. Estima-se que 50 mil pessoas morreram no que já foi classificado como "genocídio". Cerca de 1,4 milhão de pessoas ficaram desabrigadas como resultado de ataques da milícia árabe Janjaweed, que é pró-governo. A milícia Janjaweed é acusada de matar milhares de civis negros africanos e deixar vilarejos desérticos como parte de uma campanha contra rebeldes em Darfur. 'Desejo de ajudar' "As vítimas da explosão eram pessoas humanitárias, cuja presença em Darfur era motivada por um desejo de ajudar as pessoas afetadas pelo conflito", disse Jan Pronk, representante especial do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para o Sudão. Pronk afirmou que tanto o Exército sudanês quanto os rebeldes do Movimento/Exército Sudanês de Libertação teria sido informado da viagem. Os dois funcionários de ajuda humanitária não foram identificados depois da explosão, ocorrida no domingo. "Um outro funcionário sudanês ficou ferido no incidente e andou vários quilômetros para a cidade mais próxima em busca de ajuda. Os outros dois morreram no veículo", disse uma porta-voz da Save the Children. Há cerca de 700 estrangeiros trabalhando com ajuda humanitária em Darfur, juntamente com milhares de sudaneses. Pronk informou o Conselho de Segurança da ONU na semana passada que o governo do Sudão não conseguiu manter sua promessa de por fim à violência em Darfur no mês passado. Segundo ele, ataques a civis continuaram ocorrendo e tanto as forças pró-governo quanto grupos rebeldes violaram uma trégua. Pronk afirmou que o Exército continuou seus ataques, às vezes com helicópteros armados, e nem o governo nem os rebeldes respeitaram o cessar-fogo assinado no dia 8 de abril. O Sudão disse agora que vai receber bem mais soldados da União Africana. Mas o emissário da ONU disse que estes soldados não deveriam apenas monitorar o cessar-fogo, mas garantir a segurança dos desabrigados, supervisionar o desarmamento de combatentes e agir como um anteparo entre civis e pessoas que desejem atacá-los. A Líbia pretende realizar uma mini conferência de cúpula para discutir a crise em Darfur ainda no mês de outubro. |
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