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Grupos de direitos humanos 'poderão entrar em Darfur' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Sudão concordou em permitir a visita de grupos de direitos humanos a campos de refugiados em Darfur, segundo o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, que está em viagem ao país. O ministro britânico disse ter conseguido do ministro sudanês Mustafa Osman Ismail a promessa de que representantes das organizações Anistia Internacional e Human Rights Watch terão acesso à região de Darfur. Jack Straw irá visitar Darfur nesta terça-feira. Enquanto isso, o governo sudanês rejeitou propostas para que tropas africanas sejam enviadas a Darfur para desarmar os milicianos. A oferta havia sido feita pelo presidente Olusegun Obasanjo, da Nigéria - onde estão sendo realizadas negociações entre rebeldes e o governo sudanês. A visita de Jack Straw ao Sudão acontece uma semana antes do fim do prazo dado pela ONU para que o governo do país encontre soluções para a crise humana e para o conflito político em Darfur. Desarmamento Straw disse estar visitando Sudão em uma tentativa de convencer Khartoum a fazer mais para evitar que as milícias Janjaweed maltratem os refugiados. A ONU acusa os Janjaweed de matar cerca de 50 mil moradores de Darfur em 18 meses de terror. Mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas para fugir dos confrontos. O governo sudanês nega que os Janjaweed tenham o seu apoio e prometeu desarmar as milícias. Sem progresso O ministro da Agricultura do Sudão, Mazjoub al-Khalifa, rejeitou a proposta apresentada pelo presidente da Nigéria de enviar uma tropa africana à região de Darfur, dizendo que ele "não achava que havia necessidade para isso". Ele disse que o desarmamento das milícias e dos rebeldes contrários ao governo é um papel das forças de segurança do país. Mas os líderes rebeldes criticaram a posição de Khalifa. "Não há como deixar que os nossos inimigos nos desarmem", disse Abubakar Hamid Nour, do Movimento de Justiça e Igualdade (JEM, na sigla em inglês). "Eles ainda estão nos matando". A correspondente da BBC em Abuja, Anna Borzello, disse que, até agora, há pucos sinais de otimismo nas negociações, organizadas pela União Africana. Em julho, uma rodada de negociações terminou sem sucesso quando os rebeldes abandonaram as conversas diante da recusa do governo em concordar com as suas condições. |
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