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Vencedora do Nobel da Paz processa Estados Unidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2003, a iraniana Shirin Ebadi, está processando os Estados Unidos por ter impedido a publicação de seu mais recente livro no país. Ela argumenta em sua ação judicial contra o governo americano que as restrições à publicação de livros de autores de países que enfrentam sanções dos Estados Unidos é inconstitucional. Editoras americanas são vetadas de publicar livros de autores do Irã, de Cuba e do Sudão. Shirin Ebadi foi a primeira iraniana e a primeira mulher muçulmana a receber o Nobel da Paz. Ação judicial Ebadi e a agência literária que a representa, a Strothman, entraram com a ação na semana passada, em Nova York. Na segunda-feira, um juíz federal concordou em adicionar a ação a outras semelhantes de autores e editores do Irã, de Cuba e do Sudão. Ainda não foi marcada uma data para uma audiência. Editoras americanas também são proibidas de promover ou de fazer marketing de livros desses países, a não ser que recebem uma permissão do Departamento do Tesouro. Edabi afirma que na ação judicial que a proibição da publicação de suas memórias nos Estados Unidos representa uma "grande chance perdida para que os americanos aprendam mais sobre meu país e seu povo, a partir de diversas vozes iranianas". De acordo com Ebadi, a leitura do livro ofereceria "a oportunidade de obter uma melhor compreensão entre nossos dois países". Shirin Ebadi é advogada e conhecida por sua defesa das liberdades civis de mulheres e crianças. |
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