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Atualizado às: 27 de outubro, 2004 - 04h33 GMT (01h33 Brasília)
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Militantes ameaçam degolar japonês no Iraque
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi
O premiê do Japão, Junichiro Koizumi, disse que não vai atender exigências
Um grupo militante islâmico do Iraque divulgou uma mensagem de vídeo pela internet nesta terça-feira em que ameaça matar um refém japonês.

O grupo diz que só vai poupar o refém se o governo do Japão retirar suas tropas do país em 48 horas.

No vídeo, três homens mascarados aparecem atrás do refém Akio Koda, de 24 anos, e ameaçam decapitar o prisioneiro, que aparece ajoelhado.

O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, já disse, porém, que não vai retirar suas tropas do Iraque.

Negociadores

”Eles me perguntaram por que o governo japonês desrespeitou a lei e mandou tropas ao Iraque”, disse Akio Koda na mensagem, em inglês.

“Eles querem as tropas japonesas sendo retiradas do Iraque ou cortam minha cabeça.”

 Senhor Koizumi (...) sinto muito por colocar minha cabeça em suas mãos. Eu quero voltar ao Japão.
Akio Koda, no vídeo

Os militantes dizem na mensagem que pertencem à organização liderada por Abu Musab Al-Zarqawi – o líder ativista islâmico acusado de estar por trás das decapitações de vários reféns estrangeiros no Iraque nos últimos meses.

Um grupo de negociadores do Japão, liderado pelo vice-ministro do Exterior Shuzen Tanigawa, está a caminho da Jordânia para tentar negociar a libertação de Akio Koda.

Três cidadãos japoneses foram seqüestrados no Iraque em abril, mas depois foram libertados.

EUA

Ainda nesta terça-feira, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou que está analisando a idéia de aumentar o número de soldados americanos no Iraque.

A medida teria o objetivo de aumentar a segurança no país para as eleições, prevista para acontecer em janeiro.

Uma opção que está em estudo é adiar a saída do Iraque de tropas mais experientes e adiantar o envio de reforços ao país.

De acordo com o correspondente da BBC no Pentágono Nick Childs, a decisão não será tomada até depois das eleições presidenciais americanas, na semana que vem.

Também surgiram informações de que, caso seja reeleito, o presidente Bush estaria planejando pedir ao Congresso a liberação de mais US$ 70 bilhões em verbas extraordinárias para financiar as operações militares do país no Iraque e no Afeganistão.

O chefe do Estado-Maior do Exército, Peter Schoomaker, disse que o Exército, sozinho, vai precisar de pelo menos mais US$ 30 bilhões em verbas de emergência no próximo ano.


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