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Polícia do Haiti prende políticos aliados de Aristide | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia do Haiti prendeu neste domingo três políticos, acusados de envolvimento em violentos protestos de apoio ao ex-presidente Jean-Bertrand Aristide. Os políticos negam qualquer conexão com os protestos que deixaram mais de 10 pessoas mortas, incluindo três policiais cujos corpos foram encontrados degolados em Porto Príncipe na sexta-feira. Os três homens que, segundo a polícia haitiana, fazem parte do partido Lavalas de Aristide, foram capturados e algemados depois que a polícia do Haiti cercou uma estação de rádio por mais de seis horas. Um dos políticos, o presidente do Senado Yvon Fuille, declarou que a Constituição do país estava sendo violada com a sua prisão, já que ele tinha imunidade. No sábado, as forças de paz da ONU no Haiti continuavam batalhando para controlar os protestos de haitianos que apóiam o presidente deposto. O comércio fechou as portas na capital, Porto Príncipe, depois que os partidários de Aristide bloquearam as ruas e destruíram carros. O primeiro-ministro interino, Gerard Latortue, disse que a polícia local havia matado vários deles, mas não deu mais detalhes. Violência A violência explodiu na cidade na última quinta-feira, com partidários de Aristide tomando as ruas e exigindo que ele voltasse do exílio, na África do Sul, para retomar o governo do país. Aristide deixou o país no dia 29 de fevereiro, em meio a uma rebelião sangrenta. Ele diz ter sido sequestrado por agentes americanos, mas o governo americano diz que ele deixou o país espontaneamente. Além da violência, o país está sofrendo as consequências das tempestades que atingiram a ilha nas últimas semanas. A ONU disse que são necessários US$ 60 milhões para atender às vítimas, e que a falta de segurança está dificultando os trabalhos de ajuda aos desabrigados. O furacão Jeanne, que atingiu o país na semana passada, matou mais de 1.500 pessoas e deixou 200 mil sem casa. A missão da ONU diz que precisa pelo menos mais 1 mil homens para ajudar a proteger os comboios de alimentos em direção a Gonaives, onde estão a maioria das vítimas. |
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