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Atualizado às: 07 de setembro, 2004 - 03h38 GMT (00h38 Brasília)
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França quer que Rússia esclareça seqüestro
Familiares de vítimas
Mais de cem famílias enterraram parentes em Beslan nesta segunda-feira
O primeiro-ministro da França, Jean-Pierre Raffarin, pediu na segunda-feira que o governo da Rússia esclareça melhor os fatos relativos à invasão de uma escola tomada por um grupo armado no sul russo, que deixou um saldo de pelo menos 335 mortos.

O pedido foi feito no mesmo dia em que praticamente toda a população da cidade de Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, compareceu ao segundo dia de sepultamento de vítimas, quase a metade delas crianças.

Há dois dias, comentários semelhantes aos de Raffarin, feitos pelo ministro do Exterior da Holanda, Bernard Bot, provocaram uma reação furiosa por parte de Moscou.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) convocou para esta terça-feira uma reunião extraordinária, em que os países-membros devem demonstrar sua solidariedade ao povo russo.

Dúvidas

Ainda não se sabem ao certo as circunstâncias que desencadearam a troca de tiros que colocou fim ao cerco em Beslan, nem quem eram os integrantes do grupo armado.

Originalmente, as autoridades russas haviam dito que alguns dos ativistas que tomaram a escola em Beslan eram árabes, mas não divulgaram provas disso.

Alguns jornalistas também acreditam que o número de mortes no incidente divulgado oficialmente, 338 até agora, é muito menor do que o número real de vítimas.

Representantes de empresas de comunicação também denunciaram inúmeros incidentes em que repórteres foram impedidos de fazer a cobertura integral dos fatos ocorridos em Beslan.

Chá

O editor do jornal russo Izvestia, Raf Shakirov, disse que foi forçado a pedir demissão porque as reportagens publicadas no jornal sobre a tragédia foram consideradas “emotivas demais”.

A rede de TV árabe Al-Arabiya, por sua vez, disse que seu correspondente em Moscou foi preso quando estava tentando voltar à capital russa, depois de trabalhar em Beslan.

A Organização Não-Governamental Repórteres Sem Fronteiras denunciou que dois jornalistas do jornal russo Novaya Gazeta foram impedidos de embarcar em vôos para Beslan. Quando um deles conseguiu embarcar em um avião rumo à cidade, ela começou a passar mal logo depois de ter tomado chá.

O editor deles disse que está claro que todos os jornalistas que têm experiência na cobertura de assuntos relativos à Chechênia estão sendo mantidos à distância dos fatos em Beslan.

Também nesta segunda-feira, o governo da república da Geórgia protestou oficialmente depois que dois representantes de uma TV do país foram detidos na cidade.

Em imagens
Moradores de Beslan choram no enterro de familiares.
Guia interativo
Veja a seqüência de eventos na invasão da escola de Beslan.
Mão de refémEm fotos
As imagens que contam o drama dos reféns russos.
Depoimento
'Eles davam tiros para o teto para calar bebês'
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