BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 04 de setembro, 2004 - 19h16 GMT (16h16 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Forças russas agiram de improviso e com falta de coordenação

Ao sair, reféns não encontraram atendimento médico suficiente
Ao sair, reféns não encontraram atendimento médico suficiente
Ainda é muito cedo para se tirar conclusões completas sobre a atuação das forças de segurança russas no cerco à escola em Beslan.

Isso terá de esperar até que uma cronologia clara seja traçada, detalhando exatamente a sucessão de eventos, quais ordens foram dadas e como elas foram cumpridas.

Mas uma coisa já está clara. A operação parece ter sido, na melhor das hipóteses, improvisada – além de apresentar várias falhas de planejamento.

Ao amanhecer de sexta-feira, não havia pistas evidentes da tragédia que estava por acontecer.

Parecia que as negociações continuariam durante, no mínimo, aquele dia inteiro.

Um pequeno grupo de reféns já havia sido libertado. Entretanto, as exigências irredutíveis dos sequestradores deixavam poucas opções às autoridades russas.

O calor e a condição geral dos reféns, muitos deles crianças novas, significava que o impasse não poderia ser arrastado por muitos dias.

Preparativos

Assim, esperava-se que todas as medidas militares necessárias fossem tomadas para preparar uma possível invasão – fosse como última alternativa ou em resposta a algum acontecimento inesperado.

Esses preparativos parecem ter sido deficientes em vários aspectos.

As forças russas não determinaram um perímetro seguro dentro do qual se daria o conflito.

A fuga de pelo menos alguns dos sequestradores deveria ter sido impossível.

Parecia haver também falta de coordenação durante a operação. Os equipamentos para atendimento médico no local pareciam ser insuficientes.

Um fato deve estar claro ao se julgar a atuação das forças de segurança russas.

Assim que a ação militar começasse, seria inevitável que houvesse um número significativo de mortes.

Putin

Os sequestradores claramente não iam conquistar a independência da Chechênia.

O "melhor" que podiam esperar era causar uma tragédia que prejudicasse a reputação do presidente Vladimir Putin e forçasse a elevação da Chechênia de volta ao topo da agenda política.

Os trágicos eventos de sexta-feira podem ter feito isso. Mas, igualmente, podem ter levado ao topo da agenda a questão da segurança e do estado das forças armadas da Rússia.

Apesar do debate na Rússia sobre reforma militar e modernização, as forças armadas da ex-superpotência vêm se enfraquecendo no mundo pós-comunista.

Elas não tem sido treinadas nem equipadas para os novos desafios de mundo bastante diferente.

A onda de ataques inspirados por rebeldes chechenos nas últimas semanas trouxe uma sensação de insegurança entre os russos semelhante àquela sentida pelos americanos após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Qualquer que seja a percepção da população sobre a Chechênia, muitas pessoas vão questionar agora a capacidade de seu governo de garantir a sua segurança.

É uma questão que Putin também deve estar colocando aos seus generais e chefes dos serviços de inteligência.

Mão de refémEm fotos
As imagens que contam o drama dos reféns russos.
Depoimento
'Eles davam tiros para o teto para calar bebês'
Reféns na escola
Trauma deve abalar crianças por anos, diz especialista.
Em áudio
Crise dividirá russos, diz cientista político Anatoli Sosnovksi.
Soldados russos na ChechêniaChechênia
Tire suas dúvidas sobre o conflito no sul da Rússia.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade