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Milhares ocupam Praça Vermelha em protesto 'contra o terror' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas participam de uma manifestação contra o terrorismo em Moscou, enquanto a Rússia segue em luto pelas vítimas do ataque a uma escola em Beslan, sul do país. O protesto tem o apoio do Kremlin. A televisão estatal chamou o povo a participar da marcha. Apesar disso, correspondentes no país dizem que cresce a irritação dos russos contra a maneira com que as autoridades lidaram com a tomada da escola. O incidente deixou pelo menos 335 mortos. De acordo com autoridades, 107 corpos ficaram tão mutilados que não puderam ser reconhecidos pelas famílias. Sangue Os médicos estão colhendo amostras de sangue de parentes das supostas vítimas para fazer a identificação. As emissoras russas exibem imagens fortes dos seqüestradores e das crianças que foram mantidas reféns na principal escola da cidade de Beslan, na república russa da Ossétia do Norte. Entre as imagens mostradas estão também mensagens veiculadas por célebres artistas e esportistas pedindo que a população compareça aos protestos. Mais enterros estão sendo realizados nesta terça-feira perto de Beslan, na Ossétia do Norte. Luto A Rússia vive nesta terça-feira seu segundo dia de luto oficial, decretado pelo presidente Vladimir Putin. Por conta do luto, as TVs cancelaram a exibição de programas de variedades e as bandeiras russas em todo o país estão a meio pau. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está reunida nesta terça-feira em Bruxelas e um dos principais temas do encontro será o ataque realizado na Rússia. Além das manifestações em Moscou, milhares de pessoas saíram às ruas na cidade de Vladikavkaz, capital regional da Ossétia do Norte, pedindo a renúncia dos líderes locais. Também em Beslan, uma grande multidão ávida por notícias espera por um encontro na praça central da cidade para questionar sobre os 200 reféns que ainda não apareceram na contagem oficial. Resposta Em Moscou, o correspondente da BBC Rob Cameron diz que as pessoas expressam um misto de frustração e raiva sobre os acontecimentos em Beslan. Mas jornais têm feito perguntas duras, como por exemplo se os serviços de segurança realmente não tinham planos de agir com violência na escola. Alguns moradores acusam o presidente de usar os protestos para dissipar a irritação pública contra as questões sem resposta. O presidente russo respondeu duramente aos críticos nesta terça-feira, em particular aos que propõem conversas com os separatistas da Chechênia. Putin disse a dois jornais britânicos que esse tipo de conversa seria parecida com um diálogo do Ocidente com Osama Bin Laden. "Ninguém tem moral para nos mandar conversar com assassinos de crianças", disse ele, de acordo com os jornais The Independent e Guardian. |
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