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Mortos na Rússia podem superar 200; Putin está no local | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 200 pessoas morreram em resultado da invasão da escola de Beslan, no sul da Rússia, segundo o Ministério da Saúde russo. A escola foi tomada por um grupo armado na quarta-feira. Mais de 700 pessoas foram feridas em explosões e tiroteios durante a operação de resgate que pôs fim à invasão, na sexta-feira. Muitas vítimas são crianças. Ainda segundo fontes do ministério, 531 pessoas ainda estavam no hospital na madrugada de sábado, metade delas crianças. Noventa e uma crianças estariam em estado grave. Dois aviões levando médicos e enfermeiros, além de unidades de tratamento intensivo móveis, chegaram de Moscou no começo da madrugada para ajudar no tratamento dos feridos. Putin O presidente russo, Vladimir Putin, também chegou à cidade de Beslan, na Ossétia do Norte, na madrugada deste sábado, em uma visita surpresa. "Toda a Rússia sofre com vocês", disse Putin em seu primeiro comentário público após o incidente. Ele disse que as forças especiais da Rússia sofreram muitas perdas em conflitos com seqüestradores. Segundo ele, as autoridades russas não planejavam usar a força para acabar com a invasão à escola. Assim que chegou a Beslan, Putin se dirigiu ao principal hospital, para onde foram levados cerca de 500 feridos. De acordo com autoridades russas, 27 seqüestradores foram mortos e três presos. Alguns deles foram descritos como "mercenários árabes". Segundo o correspondente da BBC Damian Grammaticas, que está no local, três seqüestradores conseguiram fugir e ainda não foram capturados. Putin pediu que as fronteiras da Ossétia do Norte sejam fechadas. O governo dos Estados Unidos disse que a tomada de reféns foi uma "barbárie" e responsabilizou "separatistas" pelas mortes durante a invasão da escola pelas tropas russas. "Nós estamos do lado do povo da Rússia, nossos pensamentos e preces estão com eles nessa terrível situação", disse o presidente George W. Bush. Bush disse que o incidente é mais uma triste lembrança do "terrorismo". Resgate Os tiroteios e explosões começaram na manhã de sexta-feira, e as forças russas levaram várias horas até conseguir o controle do prédio. Aparentemente, as explosões começaram quando médicos entravam de carro para coletar corpos das vítimas que morreram durante a invasão da escola. A operação teria sido negociada previamente com os invasores. Os seqüestradores começaram a atirar indiscriminadamente depois de uma explosão repentina, que, de acordo com alguns relatos, pode ter sido acidental. Os reféns, então, teriam se apavorado e tentado fugir. Neste momento, soldados russos também entraram na escola, em uma operação que não havia sido planejada. Crianças seminuas saíam correndo do complexo durante os confrontos. De acordo com correspondentes que estavam no local, os reféns estavam desesperados por água, e muitos mal conseguiam ficar de pé. Centenas de pessoas foram levadas de ambulância para hospitais da região. De acordo com um conselheiro do presidente Vladimir Putin, o número de reféns pode ter chegado a 1.200. Atentados O seqüestro é o terceiro ataque a civis russos atribuído pelo governo a militantes separatistas chechenos em pouco mais de uma semana. Na terça-feira, uma explosão perto de uma estação de metrô em Moscou deixou pelo menos dez mortos. Na semana passada, 89 pessoas morreram depois que dois aviões explodiram minutos depois da decolagem. A Chechênia é uma república autônoma de maioria islâmica no sul da Rússia onde há um ativo movimento separatista armado. |
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