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Militar argentino é forçado a indenizar parente de desaparecidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-chefe das Forças Armadas argentinas, Emilio Massera, pagou uma indenização a um parente de desaparecidos durante o regime militar argentino. Em 1999, um tribunal civil ordenou - em uma decisão inédita - que Massera pagasse a soma de US$ 66.500,00 a Daniel Tarnopolsky, que perdeu os pais, dois irmãos e a cunhada durante o regime militar. O ex-militar, porém, não havia pago a indenização e, no início deste mês, a Justiça decidiu leiloar seu apartamento. A poucos dias do leilão, Massera decidiu pagar. Tarnopolsky, que vive fora da Argentina desde que sua família desapareceu, doou o dinheiro à organização Avós da Praça de Maio, para que continuem a busca dos filhos de desaparecidos que nasceram na prisão e foram entregues para adoção. Um caso com história O caso Tarnopolsky foi um dos utilizados pela Câmara Federal argentina para condenar, em 1985, à prisão perpétua, vários comandantes militares, entre eles o próprio Massera. Mas os condenados foram libertados, depois, graças a um indulto decretado pelo ex-presidente Carlos Menem. Atualmente, Massera cumpre prisão domiciliar por crimes de seqüestro e mudança de identidade de filhos de desaparecidos. Estima-se que 3 mil pessoas desapareceram no último regime militar argentino, segundo orgãos de defesa dos direitos humanos. |
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