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Atualizado às: 05 de agosto, 2004 - 15h19 GMT (12h19 Brasília)
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Tropas africanas devem ir ao Sudão em uma semana
Refugiadas de Darfur carregam água
As primeiras tropas de manutenção de paz africanas vão chegar à zona de conflito de Darfur, no Sudão, na semana que vem, disseram autoridades da União Africana (UA).

Ruanda e Nigéria se comprometeram a enviar 300 soldados à região, para ajudar as forças que já monitoram um cessar-fogo em Darfur.

A União Africana estuda agora a composição de uma força de 2 mil soldados para atuar no Sudão, onde mais de 1 milhão de pessoas deixaram suas casas e se abrigam em campos de refugiados.

O governo do Sudão afirma estar disposto a cooperar com a UA, mas não há nenhum acordo formal regulamentando a atuação da força de manutenção de paz.

Objetivos

Uma autoridade da UA disse que as tropas terão como objetivo desarmar milícias, proteger civis e ajudar na entrega de ajuda humanitária aos deslocados internos.

Jhassim Wane, diretor do centro de gerenciamento de conflitos da União Africana, disse porém que uma força de grande porte ainda não foi aprovada pelos líderes dos países do continente.

A ONU está enviando especialistas à sede da UA, na Etiópia, para ajudar a planejar a atuação da nova força.

O correspondente da BBC em Cartum Paul Wood diz que há no Sudão simpatia à idéia de que Darfur é um problema africano e deve ter uma solução africana.

O governo sudanês e seus simpatizantes estão irritados com ameaças de que soldados dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha intervenham em Darfur.

Tropas de nações africanas, observa Wood, são mais aceitáveis pelo governo.

A situação em Darfur é descrita como a pior crise humanitária do mundo na atualidade.

O Conselho de Segurança da ONU deu ao Sudão um prazo de 30 dias para desarmar as milícias árabes conhecidas como Janjaweed, acusadas de cometer atrocidades contra sudaneses não-árabes.

O governo sudanês é acusado de ter armado essa milícias e as auxiliado a expulsar civis de suas casas com bombardeios aéreos.

Além disso, funcionários da ONU em Darfur afirmam que autoridades ligadas ao governo continuam a fazer campanha de intimidação para obrigar as pessoas a voltar às suas casas contra a sua vontade.

Refugiada de DarfurCrise no Sudão
Leia depoimento de repórter da BBC que visitou Darfur.
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