|
Israel manterá barreira apesar de decisão da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Israel disse que vai continuar a construir sua barreira em territórios palestinos na Cisjordânia, apesar de a ONU ter aprovado uma resolução que ordena a sua demolição. A resolução foi aprovada por maioria absoluta: 150 países votaram a favor do documento, enquanto seis – entre eles os Estados Unidos – votaram contra e dez se abstiveram. O embaixador israelense na ONU, Dan Gillerman, disse que a votação foi um ritual sem sentido, e insistiu que a barreira é essencial para proteger Israel de ataques palestinos. "É simplesmente um ultraje responder com tanto vigor a uma medida que salva vidas", disse, afirmando que a decisão é uma "distorção da justiça". Conselho O representante palestino na organização, Nasir Al-Kidwa, aplaudiu a resolução e disse que levaria a questão ao Conselho de Segurança, se Israel se recusar a cumpri-la. A Assembléia Geral da ONU não tem poder para obrigar países a cumprir suas resoluções, mas o assunto pode ser levado ao Conselho de Segurança, que tem poder de impor sanções, o que torna suas decisões mais passíveis de serem cumpridas que as da Assembléia Geral. No começo do mês, o Tribunal Internacional de Justiça declarou a barreira ilegal. Os Estados Unidos também tinham se pronunciado contra a decisão da corte e detêm poder de veto no Conselho de Segurança. A correspondente da BBC na ONU, Susannah Price, diz que a resolução é uma tentativa de exercer pressão moral sobre Israel. A Autoridade Palestina disse que vai adiar a pressão por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU até depois das eleições presidenciais americanas, marcadas para novembro. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||