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Papa ordena inquérito sobre pedofilia em seminário na Áustria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa João Paulo 2º ordenou nesta terça-feira uma investigação sobre as alegações de abuso e conduta sexual inadequada em um seminário em St. Poelten, perto de Viena, na Áustria. O bispo Klaus Kueng, da cidade austríaca de Feldkirch, foi indicado pelo Vaticano para investigar o escândalo. Na segunda-feira, um estudante polonês do seminário foi acusado de posse e distribuição de pornografia infantil. O caso chocou a Áustria e envergonhou a Igreja Católica, que enfrentou uma série de escândalos nos últimos anos. 'Visitante apostólico' Um promotor estadual afirmou que as imagens de pornografia infantil e violência sexual foram encontrados no principal servidor do seminário e no disco rígido do computador do estudante acusado. Relatos indicam que as imagens também incluem fotografias de estudantes beijando e acariciando uns aos outros e professores mais velhos. O promotor disse que a investigação policial se concentrou apenas na alegação de pornografia infantil porque "relações homossexuais consentidas entre adultos, não envolvendo o abuso de uma relação de autoridade", não constituem um crime na Áustria. O bispo Kueng vai agir como um "visitante apostólico" – ou investigador papal – para a diocese de St. Poulten e seu seminário. Um membro da organização conservadora católica Opus Dei vai informar suas conclusões diretamente ao papa. De acordo com a Arquidiocese de Viena, a decisão do pontífice representa o final de um inquérito chefiado por Kurt Krenn, bispo responsável pelo seminário. O bispo Krenn rejeitou os pedidos pela sua renúncia, depois de ter dito que as imagens no centro do escândalo retratavam uma "travessura de um aluno". O diretor do seminário e seu vice já renunciaram aos cargos. |
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