|
Vaticano critica o governo chinês por prender bispos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Vaticano fez um forte protesto nesta quarta-feira contra a prisão no mês passado de três bispos católicos na China – um dos quais tem 84 anos de idade. A nota cobra com palavras duras uma explicação do governo chinês, que há tempos procura manter manifestações religiosas sob controle. Os milhões de católicos chineses são divididos entre seguidores do papa João Paulo 2º e membros de uma igreja que tem o apoio do governo do país. O Vaticano e a China não têm relações diplomáticas desde os anos 1950, quando clérigos extrangeiros foram expulsos do território chinês. Sem notícias A especialista em assuntos religiosos da BBC, Jane Little, diz que a reação à prisão dos três bispos mostra que o Vaticano perdeu a paciência com a China. A nota chama as detenções de “inconcebíveis em um país regido por leis”. “A Santa Sé sente uma dor profunda por tais ações, para as quais não foram dadas nenhuma explicação”, disse o porta-voz do Vaticano Joaquín Navarro-Valls. Segundo ele, o bispo de Xuanhua, que tem 84 anos, foi preso no dia 27 de maio, e não se têm notícias dele já há quase um mês. Os dois outros bispos – de Xiwanzi e Zhengding – foram mantidos sob custódia por vários dias neste mês e posteriormente liberados. Em dezembro, o governo chinês refutou um relatório oficial americano que criticava a falta de tolerância religiosa no país. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||