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Papa pede rapidez na transferência de poder no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa João Paulo 2º pediu nesta sexta-feira o retorno da soberania iraquiana o mais rápido possível, após encontro com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no Vaticano. Em seu pronunciamento após o encontro, o papa disse que a situação no Iraque deve ser normalizada "com a ativa participação da comunidade internacional e, em particular, das Nações Unidas". O pontífice também expressou preocupação com a situação no Oriente Médio e a contínua ameaça do terrorismo internacional, além de citar eventos recentes e "deploráveis" no Iraque, em uma aparente referência às fotos de abusos de prisioneiros. "Nas últimas semanas, outros eventos deploráveis vieram à tona e incomodaram a consciência civil e religiosa de todos, o que tornou mais difícil um compromisso sereno e resoluto com os valores humanos. Na ausência de tal compromisso, nem a guerra nem o terror serão combatidos", disse o papa. Em meio a criticas à guerra no Iraque, no entanto, João Paulo 2º elogiou Bush por seu "compromisso com a promoção de valores morais na sociedade americana, particularmente em relação ao respeito pela vida e a família". Medalha Bush, em contrapartida, entregou ao papa a Medalha da Liberdade presidencial, a mais alta condecoração que os Estados Unidos podem entregar a um civil. Em seu discurso, o presidente americano disse que o papa, "por meio de sua fé e convicção moral, deu coragem aos outros em não ficar com medo de superar injustiças e opressões". "Seus princípios de paz e liberdade inspiraram milhões e ajudaram a combater o comunismo e a tirania", acrescentou. Bush ainda se encontraria nesta sexta-feira com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que, ao contrário do Papa, apoiou a guerra no Iraque. Mais de 10 mil policiais foram mobilizados para garantir a segurança de Bush e para controlar as manifestações contra a guerra do Iraque. O presidente americano está em Roma para participar das celebrações dos 60 anos da libertação da cidade dos nazistas. Depois da visita à Itália, Bush viaja para a França – onde vai participar, no domingo, da comemoração dos 60 anos do chamado "Dia D", como ficou conhecido o desembarque americano na Normandia (região no noroeste da França), durante a 2ª Guerra Mundial. |
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