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Iraque provavelmente não tinha armas, diz relatório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório britânico sobre a qualidade e o uso das informações de inteligência no período que antecedeu a guerra no Iraque criticou a maneira como os programas de armas do país foram julgados e avaliados. Robin Butler, responsável pelas investigações, afirmou que o Iraque "não contava com estoques signficativos - se é que dispunha de algum estoque - de armas químicas e biológicas prontas para uso". O relatório afirma ainda que as informações sobre supostas armas de destruição do Iraque continham "sérias falhas" e não eram "suficientes" para justificar alegações de que o país estava desrespeitando exigências da ONU relativas a armamentos. Butler disse foi um erro omitir do dossiê criado pelo governo britânico advertências sobre a base limitada das informações de inteligência que serviram de fonte para o documento. Provas Segundo Butler, esse erro deu a impressão de que as provas sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque eram mais completas e consistentes do que elas realmente eram. A despeito das falhas, Butler disse esperar que John Scarlett seja mantido como chefe dos serviços de inteligência britânicos, embora uma das possíveis conclusões para suas investigações pudesse ser a necessidade de substituição de Scarlett. Butler disse ainda que as falhas dos dossiês de inteligência sobre os programas de armas do Iraque foram coletivas, e não resultado de erros individuais. De acordo com o relatório, essas falhas ocorreram nos processos normais dos serviços de inteligência para a comprovação de fontes de informação sobre a situação no Iraque. Ele afirmou que parte desses erros poderia ser atribuída à falta de uma equipe adequada para isso, devido a cortes no orçamento dos serviços de inteligência. |
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