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Blair enfrenta novas acusações a respeito do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois ex-funcionários dos serviços de inteligência britânicos lançaram dúvidas a respeito dos fatos apresentados pelo primeiro-ministro Tony Blair como provas de que a ameaça representada pelo Iraque de Saddam Hussein justificava um ataque contra o país. Brian Jones, um alto funcionário aposentado do DIS, um órgão ligado ao Ministério da Defesa, disse a um programa de TV da BBC que se sentiu “confuso” com as evidências apresentadas por Blair no inquérito Hutton. Já John Morrison, que era o número dois do DIS, disse que as acusações feitas por Blair contra o Iraque foram muito além do que especialistas teriam concordado. As declarações antecedem uma semana em que Blair deve ser colocado sob pressão pela divulgação de um relatório sobre o uso das informações coletadas sobre o Iraque pelos serviços secretos britânicos. Ninguém viu As entrevistas concedidas pelos ex-agentes parecem se chocar com afirmações feitas por Blair às vésperas do ataque ao Iraque no sentido de que o país governado por Saddam Hussein constituía uma ameaça “séria e presente” à Grã-Bretanha. Durante o inquérito Hutton, Blair disse que “uma quantidade enorme de infromações e evidências passou pela minha mesa a respeito das armas de destruição em massa e programas associados a ela que Saddam possuía”. Mas Jones afirmou que “ninguém na minha equipe” viu “grandes quantidades de inteligência deste tipo”. “Havia um pressuposto razoável de que alguns estoques poderiam ter sobrado da primeira Guerra do Golfo”, disse Jones. “Se houve qualquer outra produção, nós não conseguimos identificar a sua ocorrência.” Por sua vez, Morrison acusou Blair de fazer declarações públicas que foram muito além do que especialistas teriam concluído com base nas mesmas evidências que chegaram ao primeiro-ministro. “Ao se afastar do que o dossiê dizia, que era que Saddam possuía a capacidade (de produzir armas de destruição em massa), para afirmar que o Iraque representava uma ameaça, o primeiro-ministro ultrapassou em muito o que qualquer analista profissional teria concordado”, disse Morrison. Segundo ele, mesmo dentro do governo a afirmação de que o Iraque constituía uma ameaça "séria e presente" à Gra-Bretanha recebeu pouco crédito. |
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