|
Inquérito 'vai criticar serviço secreto' na Grã-Bretanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na próxima semana, o inquérito que avalia as informações que levaram a Grã-Bretanha a participar da guerra no Iraque vai ressaltar as “limitações” do serviço secreto do país, segundo um integrante da equipe responsável pela investigação. O jornal Financial Times, citando uma fonte que teria visto o documento, afirma que o relatório vai dizer que o serviço secreto enfrentou pressão para justificar a decisão do governo de declarar guerra. O resultado é que as informações obtidas dentro do Iraque teriam sido inadequadamente creditadas, incluindo a afirmação de que as armas de destruição em massa iraquianas poderiam ser acionadas em 45 minutos, diz o jornal. De acordo com o jornal Evening Standard, sobram críticas também para o ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, que teria ignorado o conselho legal de que a guerra do Iraque não teria amparo na lei a menos que contasse com uma segunda resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). Evitando críticas Um dos principais parlamentares conservadores, Michael Mates, também alertou o Parlamento a respeito do “mal uso do serviço secreto” por membros do governo. De acordo com a imprensa, John Scarlett, responsável pelo dossiê do governo britânico sobre as armas iraquianas, também vai estar entre os criticados. O governo britânico se recusou a fazer comentários antes da publicação do relatório. Acredita-se que Tony Blair vai ser criticado por ter apontado Scarlett como chefe do serviço secreto britânico – ele assume o posto em agosto - mesmo antes de conhecer as conclusões do inquérito. O relatório, entretanto, evitaria criticar abertamente o governo ou membros do serviço de inteligência, concentrando-se nos sistemas e procedimentos, de acordo com o jornal. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||