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Carro-bomba deixa dez mortos em complexo de Bagdá | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A explosão de um carro-bomba deixou pelo menos dez mortos e 40 feridos nesta quarta-feira na entrada principal do complexo de Bagdá que abriga os escritórios do governo interino do Iraque e as embaixadas americana e britânica. O ataque ocorreu perto do lugar onde carros fazem fila para apanhar ou deixar funcionários e jornalistas que entram e saem da Zona Verde, o grande complexo que até junho servia como sede da administração americana no Iraque. Peter Greste, correspondente da BBC em Bagdá, era um dos que estavam na fila. De acordo com Greste, a explosão foi detonada por um carro que estava 50 metros atrás dele. O ataque foi o primeiro grande atentado com um carro-bomba desde que o governo interino iraquiano assumiu o poder, no fim do mês passado. Pânico O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, que visitou o local da explosão, revelou que três dos mortos eram membros da Guarda Nacional iraquiana e os outros eram civis. Allawi prometeu perseguir os responsáveis pelo atentado e disse acreditar que o ataque foi uma retaliação às recentes prisões de suspeitos de outros crimes no Iraque. As forças americanas rapidamente cercaram a área, com o apoio de helicópteros que circularam o espaço aéreo da região.
A explosão aconteceu às 9h15 locais (2h15 no horário de Brasília). Pedaços de destroços foram espalhados por toda a área do atentado e guardas de segurança dispararam tiros para o alto na tentativa de controlar o pânico no local. De acordo com o correspondente da BBC, várias picapes esperavam para passar pela barreira de segurança quando um dos veículos explodiu. Peter Greste afirma que ainda não há confirmação de que o ataque foi um atentado suicida, embora quatro corpos tenham sido retirados dos destroços do carro-bomba. "Nós fomos atirados ao chão. Eu vi muitas pessoas mortas no chão", disse Alla Hassan, uma testemunha da explosão. Pelo menos dez ambulâncias retiraram pessoas feridas do local do atentado. Hussein Hadi, médico do hospital Yarmouk, disse à agência de notícias francesa AFP que 20 feridos foram atendidos no hospital, três deles em estado grave. Teste para Blair Em meio ao novo atentado em Bagdá, o governo do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, enfrenta um importante teste sobre a participação da Grã-Bretanha na guerra no Iraque. Um relatório sobre a maneira como o governo utilizou informações de inteligência no período que antecedeu a guerra no Iraque será publicado nesta quarta-feira em Londres. O documento é o resultado de um inquérito de cinco meses liderado pelo lorde Robin Butler, um ex-chefe do serviço civil. Na semana passada, Blair admitiu que armas de destruição em massa podem nunca ser encontradas no Iraque, embora a suposta presença do arsenal proibido tenha sido usada como argumento para justificar a invasão do país no ano passado. |
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