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Justiça pede prisão de líderes militares na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz argentino determinou nesta segunda-feira a prisão de 12 autoridades do último governo militar no país, incluindo dois ex-ministros, acusados de participação no chamado Plano Condor. O plano foi uma estratégia coordenada dos diferentes governos militares da América do Sul durante os anos 70 e 80 para combater grupos opositores de esquerda. Centenas de figuras de oposição foram mortas ou desaparecidas em ações ligadas ao Plano. Na Argentina, alguns filhos de desaparecidos foram roubados por pessoas ligadas ao regime, criando um problema social com reflexos claros na sociedade local até hoje. Entre as pessoas cuja prisão foi pedida nesta segunda-feira na Argentina estão o ex-ministro do Interior, Eduardo Albano Harguindeguy, e o ex-ministro do Planejamento, Ramón Genero Díaz Bessone. Videla Harguindeguy se entregou às autoridades e está sendo mantido em prisão domiciliar. Anteriormente, ele havia se recusado a prestar depoimento sobre os abusos cometidos por militares na Argentina. As investigações sobre o Plano Condor ganharam impulso na Argentina no ano passado, quando foram anuladas as chamadas “Leis do Perdão”, que protegiam autoridades do regime militar na Argentina (1976-1983). O general Jorge Rafael Videla, ditador argentino entre 1976 e 1981, está sendo mantido sob prisão domiciliar, acusado de envolvimento no desaparecimento de 70 estrangeiros que estavam sob custódia do seu governo. De acordo com a France Presse, Videla deve prestar depoimento no próximo dia 23. |
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