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Milhares protestam contra insegurança na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 30 mil pessoas participaram de uma marcha na capital da Argentina, Buenos Aires, para protestar contra a violência no país. Os manifestantes pediram uma reforma do sistema judicial do país e exigiram que os tribunais sejam mais efetivos para conseguir combater a insegurança. O protesto da noite de quinta-feira foi liderado por Juan Carlos Blumberg, pai de um menino de 23 anos que foi morto por seqüestradores no mês passado. A manifestação ocorreu após um outro grande protesto no dia 1º de abril, também organizado por Blumberg, e do qual 130 mil pessoas participaram. Mudanças Após a manifestação, no começo de abril, os parlamentares começaram a repensar as leis relacionadas ao porte de armas de fogo e restringiram os benefícios carcerários para os condenados por seqüestro ou roubo. Desta vez, no entanto, os protestantes pediram mudanças na administração judicial. "Queremos que os fiscais da Justiça sejam eleitos por votação popular", disse Blumberg. Também foi proposto que a Justiça trabalhe oito horas por dia, "como todos os cidadãos". "Estamos fartos de perder inocentes", disse Carolina, uma das manifestantes. No começo desta semana, o presidente argentino, Néstor Kirchner, anunciou novas medidas de segurança a serem adotadas no país, incluindo a criação de uma agência nos moldes da Agência de Investigação Federal dos Estados Unidos. A maioria dos crimes na Argentina ocorre na zona urbana da província de Buenos Aires, que cerca a capital e é a maior e mais povoada do país. |
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