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Iraque cria lei para impor medidas de exceção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, assinou nesta quarta-feira uma lei que permite que ele imponha medidas de segurança de emergência no país. Segundo o governo iraquiano, o objetivo da nova lei é dar mais poderes para combater a insurgência no país. O novo texto prevê a possibilidade de que medidas de exceção sejam adotadas no país, dando ao governo poderes para impor lei marcial, toques de recolher, criar postos de controle e deter suspeitos de ações terroristas. Membros do novo governo disseram que o texto da lei também prevê uma série de restrições, como prazos e determinação de áreas, para a aplicação das medidas de exceção. Anistia A nova lei foi detalhada durante uma entrevista coletiva com membros do novo governo iraquiano. A expectativa é que o Iraque anuncie, também nesta quarta-feira, uma oferta de anistia aos insurgentes. Correspondentes da BBC afirmam que a coalizão liderada pelos Estados Unidos já tem poderes para impor medidas de segurança mais duras, mas a nova lei dá às novas autoridades um escudo legal para combater os insurgentes. A assinatura da nova lei aconteceu pouco depois que morteiros atingiram o centro de Bagdá, ferindo pelo menos três pessoas perto do gabinete de Allawi. Ainda na capital do país, ocorreu uma explosão e houve relatos de confrontos armados entre insurgentes e forças de segurança. |
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