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Perfil: John Edwards | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
John Edwards, senador pela Carolina do Norte, mistura boa aparência com o charme típico do sul dos Estados Unidos e tem uma história familiar marcada pela tragédia. Em sua carreira de advogado, faturou milhões, mas o agora candidato democrata a vice-presidente tenta se mostrar como alguém próximo ao cidadão comum. Por essa razão, Edwards é visto como uma boa opção para fazer parceira com John Kerry, candidato a presidente atacado por críticos por parecer mais ligado à elite americana. Até se falava que Kerry se negaria a escolher o colega mais jovem, que o enfrentou nas primárias do Partido Democrata, por temer que sua imagem ficasse ofuscada diante do brilho carismático de Edwards. Abismo social Edwards venceu apenas uma primária, em sua Carolina do Sul, mas deixou uma forte marca entre os democratas com uma campanha que enfatizou o problema da disparidade entre ricos e pobres no país. Sua plataforma política e habilidade na campanha motivaram comparações com o ex-presidente Bill Clinton. Edwards foi o primeiro de sua família a chegar à universidade. Antes, trabalhava no mesmo engenho que o pai para conseguir pagar os estudos. Ele conheceu sua mulher, Elizabeth, na faculdade de Direito, e com ela teve dois filhos, Cate e Wade. Profissionalmente, fez muito sucesso como advogado: um de seus casos mais bem-sucedidos foi o de uma menina de 9 anos que ficou gravemente ferida ao ficar presa no ralo de uma piscina. Em 1996, seu filho Wade, então com 16 anos, morreu num acidente de carro. Tudo mudou. Edwards decidiu abandonar a carreira jurídica e entrou para a política, primeiro como senador pela Carolina do Norte, e depois demonstrando ambições de se tornar presidente. Ele tem uma típica histórica americana do "self-made man" e tenta se apresentar como o mais fraco que enfrenta os poderosos. "Esta é a América que ainda acredita que o filho de um operário de engenho pode bater o filho de um presidente na disputa pela Casa Branca", disse ele durante a campanha. A origem sulista de Edwards poderia ampliar a projeção nacional da candidatura de Kerry e ajudar os democratas a vencer cinco disputas acirradas pelo Senado em Estados da região. Mas muitas questões já foram levantadas sobre a falta de experiência de John Edwards. Ele é visto como alguém que domina questões econômicas, mas é fraco no que diz respeito à política internacional. Isso num momento em que a segurança nacional deve se provar um ponto determinante na disputa eleitoral. O candidato a vice também deixou de ir à Guerra do Vietnã, tendo se alistado quase ao mesmo tempo em que o governo Nixon suspendeu os novos alistamentos. Química Alguns comentaristas sugeriram também que havia pouca química pessoal entre Kerry e Edwards. Isso é algo que ambos terão de trabalhar antes da convenção nacional democrata em Boston, quando seus nomes serão confirmados para a eleição de novembro. Mas ambos estão de acordo sobre um grande leque de temas. Os dois, por exemplo, apoiaram a resolução do Congresso autorizando a guerra contra o Iraque, embora tenham se posicionado contra os US$ 87 bilhões suplementares pedidos pelo governo para operações no Afeganistão e no Iraque. Ambos também pretendem reverter os cortes de impostos dos mais ricos aprovados pelo presidente Bush, mas querem reduzir as taxas pagas pelos americanos de classe média. |
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