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Militares britânicos 'foram forçados a entrar no Irã' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministério da Defesa da Grã-Bretanha disse nesta quarta-feira que oito militares britânicos que foram detidos no Irã na semana passada foram forçados a entrar nas águas territoriais do país. Em uma mensagem enviada ao Parlamento em Londres, o ministro da Defesa, Geoff Hoon, disse que os militares insistiram, depois de terem sidos libertados pelas autoridades iranianas, que o fato de eles terem entrado no Irã não foi um acidente. O governo de Teerã sustenta que os oito britânicos perderam o rumo quando navegando e acabaram invadindo as águas territoriais do país sem autorização. Segundo o analista político da BBC John Andrew, as alegações tendem a aumentar a tensão entre os dois países, quevoltou a crescer quando o incidente ocorreu. Queixa Os seis fuzileiros reais britânicos e dois marinheiros presos pelas autoridades iranianas estavam treinando policiais fluviais iraquianos na região do Shatt Al-Arab – um estuário no sul da fronteira iraquiana com o Irã. Depois de terem sido presos pelas autoridades iranianas, houve quatro dias de negociações bilaterais que levaram a libertação dos mesmos, durante as quais os britânicos chegaram a ser exibidos na TV usando vendas nos olhos. O ministério da Defesa disse que não há motivos que levem a acreditar que os militares foram maltratados quando sob custódia. No entanto, o ministro Geoff Hoon apresentou uma queixa ao Irã depois que o navio e o equipamento de navegação apreendidos durante a detenção dos militares não foram devolvidos até esta terça-feira, quando venceu o prazo estabelecido para isso. |
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