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Resolução sobre Iraque é aprovada na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou por unanimidade nesta terça-feira uma resolução estabelecendo as bases da transferência de soberania no Iraque. Os 15 membros do Conselho, entre eles o Brasil, aprovaram o documento depois de os Estados Unidos e a Grã-Bretanha terem feito inúmeras modificação na proposta original que haviam apresentado, há cerca de duas semanas. A resolução dá ao governo interino do Iraque, que assume oficialmente o poder em 30 de junho, autoridade para dispensar a presença da Força Multinacional militar que está no país. Cedendo a pressão especialmente da França, a última e definitiva versão do documento também estabelece que a Força Multinacional vai negociar com as autoridades iraquianas a realização de operações militares consideradas sensíveis. Declarações O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e outros líderes mundiais elogiaram a aprovação da resolução. O ministro do Exterior do Iraque, Hoshyar Zebari, disse à BBC que a nova resolução vai permitir uma cooperação maior entre a Força Multinacional e o Iraque em questões de segurança. “Estamos falando de operações militares ofensivas realmente de grande porte, que teriam sérias conseqüências políticas, como Falluja”, disse. “Nós acreditamos que nós, como iraquianos, compreendemos melhor o que está acontecendo na prática.” Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que a resolução é uma expressão legítima da vontade da comunidade internacional de deixar para trás as divisões do ano passado, quando os Estados Unidos decidiram lançar a ofensiva militar no Iraque sem o apoio de inúmeros países do Conselho. Abdallah Baali, embaixador da Argélia, única nação árabe no Conselho, disse que a maior parte das preocupações de seu país foi atendida pela resolução, mas afirmou que a ONU ainda terá dificuldades em assegurar a implantação dos termos no Iraque. Polêmica O principal ponto de debate da resolução foi até que ponto o governo iraquiano teria autoridade para intervir nas atividades da Força militar Multinacional que está no país. A França e a Alemanha queriam que o documento incluísse a necessidade de os iraquianos darem sua aprovação às operações militares sensíveis. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha não chegaram a esse ponto no documento, mas deixaram claro no projeto que, nesses acasos, deverá haver cooperação entre iraquianos e o comando das Forças Multinacionais. A resolução não dá ao governo iraquiano o poder de veto sobre operações militares individuais. |
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