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Resolução da ONU provoca disputa no governo do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A resolução sobre o futuro do Iraque aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU é agora motivo de disputas políticas na administração interina criada recentemente no país. Os líderes da minoria curda ameaçam retirar os seus representantes do governo interino e boicotar as eleições porque a resolução não faz menção à Constituição de transição iraquiana e aos direitos aos curdos garantidos por ela. "Todas as lutas que travamos no ano passado foram perdidas...vimos como a democracia pode ser usurpada", disse o ministro para Obras Públicas, Nasreen Berwari, à agência Reuters. Berwari, representante curdo no governo do primeiro-ministro interino Yiad Allawi, acrescentou: "Se a liderança (curda) nos pedir para abandonar o governo, nós o faremos". Xiitas O líder religioso da comunidade xiita, aiatolá Ali Sistani, havia feito advertências contra a inclusão de menções à Constituição no texto da ONU. Segundo correspondentes no país, muitos xiitas pensam que a Constituição dá poderes exagerados à minoria curda. O documento dá considerável autonomia às três províncias do norte do Iraque de população majoritariamente curda. O Conselho de Segurança aprovou por unanimidade na terça-feira uma resolução estabelecendo as bases da transferência de soberania no Iraque. Os 15 membros do Conselho, entre eles o Brasil, aprovaram o documento depois de os Estados Unidos e a Grã-Bretanha terem feito inúmeras modificação na proposta original que haviam apresentado. Os líderes de alguns dos sete países mais industrializados do mundo e da Rússia elogiaram a aprovação da resolução. O presidente americano, George W. Bush, e o premiê britânico, Tony Blair, estavam entre os que destacaram com mais ênfase a importância da resolução. |
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