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Atualizado às: 02 de junho, 2004 - 21h06 GMT (18h06 Brasília)
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Hostilidade ao Islã é 'bomba-relógio' na Grã-Bretanha, diz estudo
Mesquita
Muito pouco foi feito desde 97 para mudar situação, diz imã
A hostilidade contra o islamismo na Grã-Bretanha é persistente e não está sendo enfrentada, podendo gerar assim “bombas-relógio” de revolta e ressentimento, de acordo com um relatório divulgado no país.

O documento afirma que, desde os ataques de 11 de setembro de 2001, comunidades islâmicas têm enfrentado níveis maiores de hostilidade, incluindo crescentes ataques contra indivíduos e mesquitas.

Órgãos do governo britânico são criticados por não eliminar evidências de aversão institucional a pessoas de religião muçulmana, mas hospitais e escolas são elogiados por terem se tornado mais sensíveis às necessidades específicas delas.

Já a polícia britânica é acusada pelo documento elaborado pela Comissão sobre os Muçulmanos Britânicos e a Fobia de Muçulmanos de estar atuando com rigor maior que o normal com os muçulmanos do país, disse Dominic Casciani, repórter da BBC News Online.

Pouco progresso

“Desde os ataques de 11 de setembro, a mais importante preocupação tem sido o assédio policial a muçulmanos”, disse Abduljalil Sajid, um imã britânico que assessorou a comissão.

Ele afirmou que mesmo o lorde Ahmed, um membro da Câmara dos Lordes que é muçulmano, foi parado duas vezes pela polícia.

Já o Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, que realizou um amplo estudo da situação das pessoas de fé islâmica do país desde 1997, afirma que “muito pouco progresso” foi feito desde então no país.

O secretário-geral do órgão, Iqbal Sacranie, afirma que houve um aumento de 41% nas situações em que pessoas de origem asiática são paradas na rua e revistadas por policiais.

Ele também cita um recente programa político na TV do partido de extrema direita BNP (Partido Nacional Britânico, na sigla em inglês) qualificado como “virulentamente antimuçulmano”.

“Hoje há uma discussão renovada sobre um choque de civilizações e preocupação cada vez maior de que o ainda frágil espaço ganho pelas comunidades muçulmanas da Grã-Bretanha esteja ameaçado pela ignorância e pela intolerância”, disse Richard Stone, presidente da comissão e um dos autores do relatório.

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