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Estado alemão aprova proibição do véu muçulmano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Estado de Baden-Wuerttemberg, no sul da Alemanha, se tornou o primeiro no país a proibir as professoras de usarem véus muçulmanos. A Assembléia Estadual aprovou a lei quase unanimemente. No ano passado, a Suprema Corte alemã havia decidido que Estados poderiam banir os véus se eles "influenciassem desnecessariamente" os alunos. Dos 16 Estados do país, cinco estão no processo de aprovar as proibições. Debates acirrados Na quarta-feira, o governo regional de Berlim havia concordado em proibir que funcionários do governo usassem qualquer símbolo religioso, mas a lei ainda precisa ser aprovada regionalmente. O parlamento de Baden-Wuerttemberg, que é dominado pelos Democratas Cristãos e os Democratas Livres, aprovou a medida quase unanimemente. A ministra da Cultura Annette Schavan disse à agência de notícias AFP que os véus não teriam espaço nas escolas, já que elas poderiam "levar à adoção de idéias islâmicas de cunho político”. Grupos muçulmanos, no entanto, dizem que isso limita a liberdade religiosa. O assunto foi acirradamente debatido na Alemanha desde que Fereshta Ludin, que perdeu seu emprego em 1998 por ter usado um véu na escola, foi para à Justiça. Ela argumentou que a constituição alemã garantia a sua liberdade religiosa. Em setembro último, a Corte Constitucional Federal aprovou por cinco votos a três que, segundo as leis em vigor, ela poderia usar o véu. Mas a Corte disse também que novas leis poderiam ser aprovadas pelos Estados banindo o véu. |
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