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Assembléia francesa veta véus em escolas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com votos da maioria dos deputados, a Assembléia da França aprovou nesta terça-feira o polêmico projeto de lei que bane o véu islâmico e outros símbolos religiosos em escolas públicas do país. O projeto recebeu 494 votos a favor e 36 contra. O projeto de lei ainda vai para o Senado no próximo mês. Cerca de 70% da população francesa apóia o projeto. Mas alguns líderes muçulmanos e grupos de direitos humanos dizem que a lei pode ser vista como anti-islâmica. A maioria dos deputados já havia dito que agiria para proteger o princípio nacional da secularidade, que separa a religião do Estado, deixando os símbolos religiosos fora das salas de aula. Símbolos de fé Segundo a nova lei, "ostentosos" símbolos de fé devem ser banidos, como o uso de véus islâmicos, solidéus, turbantes e a exposição de cruzes. O projeto tem o apoio da maioria dos partidos do governo e da oposição, mas é rejeitado pelo Partido Verde, que alerta que a medida não vai ajudar a integrar os muçulmanos franceses na sociedade como um todo. E não são só os muçulmanos que temem o efeito da lei. A pequena comunidade Sikh da França teme que o uso de turbantes seja realmente banido e insiste que eles são parte central de sua identidade cultural e religiosa. Caso seja aprovada, a lei entrará em vigor em setembro, quando se inicia o novo ano escolar. |
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