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Manifestantes protestam contra proibição de véu
Manifestantes muçulmanos realizaram protestos na França, na Inglaterra e em outros países contra uma lei francesa que determina a proibição do uso do véu - e de qualquer símbolo religioso - em escolas públicas. Cerca de 5 mil manifestantes, na maioria mulheres com véu, se reuniram em Paris. O presidente francês, Jacques Chirac, anunciou no mês passado a proibição do uso ostensivo de símbolos religiosos em escolas. Muitos dos 5 milhões de muçulmanos da França vêem a decisão como um ataque a seus direitos religiosos e humanos. Tradição secular Além do véu islâmico, a proibição - programada para entrar em vigor no começo do próximo ano letivo francês - também afeta o kipá judeu, grandes crucifixos usados por católicos e os turbantes dos sikhs. O governo propoôs a nova lei como uma medida para salvaguardar a tradição secular francesa. Cerca de 2.400 adversários da proibição também protestaram em Londres, onde ainda houve uma pequena manifestação de pessoas favoráveis à medida. "O véu islâmico está escravizando as mulheres, e não libertando-as", disse Sohaila Sharifa, uma das cerca de 30 contra-manifestantes, à agência de notícias AP. Outras manifestações aconteceram no Oriente Médio. No Líbano, centenas de muçulmanas sunitas protestaram em frente à embaixada francesa. A frente da embaixada francesa na Jordânia também foi palco de protestos de cerca de 100 mulheres que usavam o véu. Nos territórios palestinos, cerca de 300 mulheres participaram de manifestações em Nablus, na Cisjordânia. A decisão de Chirac reflete a opinião popular na França, onde cerca de 70% dos eleitores disseram apoiar a proibição de símbolos religiosos em escolas. |
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