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Análise: Escolha iraquiana foi vitória do Conselho de Governo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente interino do Iraque será Ghazi Al-Yawer, um sunita que era o candidato favorito do Conselho de Governo iraquiano. Adnan Pachachi, um político sunita veterano apontado como favorito das autoridades americanas e do enviado especial da ONU, Lakhdar Brahimi, recebeu uma oferta para o posto, mas a recusou. Na disputa de poderes entre o chefe da administração americana, Paul Bremer, o enviado da ONU e o Conselho, o último se provou ser o mais bem-sucedido. Na semana passada, o Conselho de Governo já havia conseguido colocar um de seus membros no cargo de primeiro-ministro. Fora de cena Mas ainda restam dúvidas se este processo bagunçado e barulhento vai produzir um governo com credibilidade diante dos iraquianos e do mundo. A idéia original era a de que Brahimi assumisse o papel de líder. Ele contaria com a consultoria do Conselho iraquiano e trabalharia junto com a administração americana, mas a ONU ainda estaria ao volante, dando ao novo governo um grau indispensável de legitimidade. Mas o veterano enviado da ONU foi tirado de cena. É conveniente para o Conselho, claro, argumentar que a entidade fala pelos iraquianos. Mas todas as provas disponíveis, incluindo a das pesquisas de opinião, sugerem que isso não ocorre. Talvez tenha sido sempre difícil que o novo governo viesse de uma concepção imaculada, mas não deveria ter sido assim. |
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