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Iraquianos acusam EUA de impor novo presidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Membros do Conselho do Governo do Iraque, indicado pelos americano, acusaram os Estados Unidos de tentar impor um novo presidente contra a sua vontade. O presidente deverá assumir o posto após a transferência de poder no Iraque para um governo interino, em 30 de junho. A maioria dos membros do conselho quer no posto o atual líder do órgão, Ghazi El Yawer, mas ele tem feito muitas críticas à forma como a coalizão liderada pelos Estados Unidos está lidando com o problema de segurança no Iraque. Acredita-se que os americanos preferem um ex-ministro do Exterior, Adnan Pachachi. A disputa está atrasando o anúncio do governo interino que governará o Iraque até a realização de eleições democráticas. O plano é que elas se realizem em janeiro próximo. A correspondente da BBC na capital do Iraque, Bagdá, Caroline Hawley disse que a disputa é muito prejudicial às tentativas de Washington de retratar o governo interino como resultado de consenso entre os iraquianos. Hawley disse que os membros do conselho estão irritados. Um deles destacou que eles é que estão escolhendo o presidente do Iraque, não os Estados Unidos. A reunião que faz a seleção de postulantes foi adiada para terça-feira a pedido de autoridades americanas. O porta-voz da coalizão de forças lideradas pelos Estados Unidos no Iraque, Dan Senor, negou que os Estados Unidos estejam apoiando qualquer candidato. Ataques Caroline Hawley afirma que há rumores de que oficiais da coalizão possam indicar um terceiro nome. Alguns membros do novo governo já foram escolhidos. Iyad Allawi foi indicado pelo Conselho de Governo para ser o primeiro-ministro e deve assumir o cargo no dia 30 de junho. Em meio às negociações sobre o novo governo iraquiano, pelo menos dois soldados americanos foram mortos em diferentes ataques no Iraque nesta segunda-feira. Segundo declaração de autoridades militares americanas, os incidentes ocorreram em Kufa, ao sul de Bagdá, perto da cidade sagrada de Najaf. Este é o quarto dia de violência na região desde que o clérigo radical xiita Moqtada Al-Sadr propôs uma trégua às forças de coalizão. No domingo, o ministério das Relações Exteriores britânico informou que um iraquiano foi morto e outro ferido levemente durante o ataque a um comboio de veículos que transportavam civis da Grã-Bretanha. Vários homens teriam aberto fogo contra os carros, mas nenhum britânico teria sido ferido. |
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