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Cúpula aumentou aproximação econômica, diz Zapatero | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A III Cúpula América Latina, Caribe e União Européia foi oficialmente encerrada nesta sexta-feira em Guadalajara com uma entrevista coletiva com representantes dos 58 países participantes, entre eles o presidente do México, Vicente Fox, e o primeiro-ministro da Irlanda (que ocupa a presidência rotativa da União Européia), Bertie Ahern. Mas, na prática, o encontro foi encerrado pelo novo primeiro-ministro espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, que falou logo em seguida, resumindo os resultados e valores do encontro. Demonstrando disposição para falar com a imprensa após um dia repleto de reuniões, entre elas com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez (Venezuela), Zapatero disse que os principais resultados obtidos foram a maior aproximação econômica entre os dois lados do Atlântico. “O acordo (de livre comércio) da União Européia com o Mercosul já está na pista de decolagem”, declarou Zapatero, pedindo que as negociações se concluam o mais rapidamente possível e acrescentando também a importância das negociações comerciais européias com os países do Pacto Andino e da América Central. Reuniões Segundo o premiê espanhol, essas cúpulas são importantes porque aproximam politicamente os países, abrindo espaços para acordos comerciais, mas também em outras áreas, como de assistência social. O evento, que terminou com uma declaração predominantemente política, começou no início da semana, com diversas reuniões preparatórias de funcionários de alto-escalão dos governos participantes. Além dos temas oficiais da cúpula -- multilateralismo e coesão social –, o encontro serviu para várias reuniões de cunho econômico, como as negociações de livre comércio. As discussões ganharam mais peso ao longo da semana, com a participação dos ministros das Relações Exteriores na quinta-feira e dos governantes na sexta. “Mais que ponte” E um dos governantes que mais atraiu atenção foi justamente o primeiro-ministro espanhol. Em seu pronunciamento após o encontro, ele não só afirmou o compromisso de servir de intermediário entre a América Latina e a Europa, como prometeu ir mais além. “A Espanha tem uma vontade prioritária não apenas de servir de ponte entre a América Latina e a União Européia, mas de ser o melhor avalista nesta relação”, declarou. “A cúpula é um exemplo de como deve ser a relação entre os países, com diálogo e igualdade. Independentemente das diferenças econômicas e sociais, o tratamento deve se dar em pé de igualdade.” Zapatero ressaltou que a cooperação econômica tem amplo impacto no desenvolvimento dos países e que todos os acordos nesse sentido foram sempre benéficos para os dois lados. “O objetivo é a união cada vez mais sólida entre países e povos e é necessário o empenho mútuo para erradicar a pobreza, a falta de acesso a serviços de saúde e outras mazelas sociais em todos os rincões da América Latina”, afirmou o primeiro-ministro. Segundo ele, a cúpula tem o objetivo de definir posições políticas e que, apesar de não ter resultados práticos como a assinatura de tratados, resultar em leis e nem significar compromissos jurídicos, “é um exercício coletivo de reflexão”. |
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