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Atualizado às: 29 de maio, 2004 - 03h05 GMT (00h05 Brasília)
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Cúpula aumentou aproximação econômica, diz Zapatero

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, e o presidente da França, Jacques Chirac
O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, e o presidente da França, Jacques Chirac, no final da cúpula
A III Cúpula América Latina, Caribe e União Européia foi oficialmente encerrada nesta sexta-feira em Guadalajara com uma entrevista coletiva com representantes dos 58 países participantes, entre eles o presidente do México, Vicente Fox, e o primeiro-ministro da Irlanda (que ocupa a presidência rotativa da União Européia), Bertie Ahern.

Mas, na prática, o encontro foi encerrado pelo novo primeiro-ministro espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, que falou logo em seguida, resumindo os resultados e valores do encontro.

Demonstrando disposição para falar com a imprensa após um dia repleto de reuniões, entre elas com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez (Venezuela), Zapatero disse que os principais resultados obtidos foram a maior aproximação econômica entre os dois lados do Atlântico.

“O acordo (de livre comércio) da União Européia com o Mercosul já está na pista de decolagem”, declarou Zapatero, pedindo que as negociações se concluam o mais rapidamente possível e acrescentando também a importância das negociações comerciais européias com os países do Pacto Andino e da América Central.

Reuniões

Segundo o premiê espanhol, essas cúpulas são importantes porque aproximam politicamente os países, abrindo espaços para acordos comerciais, mas também em outras áreas, como de assistência social.

 A boa vontade dos participantes vai dar frutos.
José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro da Espanha

O evento, que terminou com uma declaração predominantemente política, começou no início da semana, com diversas reuniões preparatórias de funcionários de alto-escalão dos governos participantes.

Além dos temas oficiais da cúpula -- multilateralismo e coesão social –, o encontro serviu para várias reuniões de cunho econômico, como as negociações de livre comércio.

As discussões ganharam mais peso ao longo da semana, com a participação dos ministros das Relações Exteriores na quinta-feira e dos governantes na sexta.

“Mais que ponte”

E um dos governantes que mais atraiu atenção foi justamente o primeiro-ministro espanhol. Em seu pronunciamento após o encontro, ele não só afirmou o compromisso de servir de intermediário entre a América Latina e a Europa, como prometeu ir mais além.

 Acho que se reunir 58 mandatários de duas regiões importantes, que estão forjando uma cooperação ampla, não tem preço (...) Não se trata de um fórum de negócios, a mercadoria aqui são as próprias idéias e do mais alto nível possível.
José Alfredo Graça Lima, embaixador do Brasil na União Européia

“A Espanha tem uma vontade prioritária não apenas de servir de ponte entre a América Latina e a União Européia, mas de ser o melhor avalista nesta relação”, declarou.

“A cúpula é um exemplo de como deve ser a relação entre os países, com diálogo e igualdade. Independentemente das diferenças econômicas e sociais, o tratamento deve se dar em pé de igualdade.”

Zapatero ressaltou que a cooperação econômica tem amplo impacto no desenvolvimento dos países e que todos os acordos nesse sentido foram sempre benéficos para os dois lados.

“O objetivo é a união cada vez mais sólida entre países e povos e é necessário o empenho mútuo para erradicar a pobreza, a falta de acesso a serviços de saúde e outras mazelas sociais em todos os rincões da América Latina”, afirmou o primeiro-ministro.

Segundo ele, a cúpula tem o objetivo de definir posições políticas e que, apesar de não ter resultados práticos como a assinatura de tratados, resultar em leis e nem significar compromissos jurídicos, “é um exercício coletivo de reflexão”.

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