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Israel 'faz pausa' em operação em Rafah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As forças de Israel anunciaram ter se retirado do campo de refugiados de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em uma manobra que o Exército diz ser uma pausa na ofensiva. Milhares de soldados participaram da chamada “Operação Arco-Íris”, durante a qual pelo menos 42 palestinos morreram. Em Rafah, os soldados de Israel demoliram casas e procuraram por túneis usados para contrabandear armas do Egito para a Faixa de Gaza. A decisão de retirar as tropas ocorre em um momento em que as autoridades de Israel estão sendo criticadas, dentro e fora do país, pelo tratamento dado aos palestinos de Rafah durante a incursão. Segundo a Organização das Nações Unidas, as forças israelenses deixaram mais de mil pessoas desabrigadas ao destruir as casas em Rafah . O Exército diz só ter derrubado 56 habitações. Terremoto “Parace que foi um terremoto”, disse à agência de notícias Reuters um morador de Rafah, Sami Fuja, ao ver a destruição. O Exército israelense, que diz que estava procurando por militares na região, acabou nesta segunda-feira com o isolamento imposto ao campo de refugiados, que estava separando Rafah do restante da Faixa de Gaza. Mas um oficial militar deixou claro, falando à agência de notícias Reuters, que uma nova incursão pode ocorrer em Rafah. “Eu não acho que a Operação Arco-Íris acabou. Nós estamos respirando fundo e isso (a ofensiva) continua”, disse o oficial. Funeral De acordo com a agência de notícias France Presse, mais de dez mil pessoas tomaram um estádio local para participar do funeral de dez pessoas mortas pelas forças israelenses durante uma passeata em Rafah. Muitos dos participantes, entre eles seguidores dos grupos extremistas islâmicos Hamas e Jihad Islâmico, juraram vingança contra Israel. “Nossos mártires vão agora ter o descanso que eles merecem”, disse um comandante local do Jihad Islàmico, Shaher Abu Radi, à France Presse. “Nós vamos continuar com nosso esforço até que tenhamos reconquistado nossa capital Al-Quds (Jerusalém)”, completou. |
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