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Blair: 'Iraquianos terão controle político das ações militares' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o governo iraquiano provisório, que assumirá o poder no dia 30 de junho, terá controle político final das ações de tropas estrangeiras no país. "O controle político final permanece com o governo iraquiano. É isso o que significa transferência de soberania", disse Blair. Em entrevista coletiva mensal em Londres nesta segunda-feira, Blair disse que no futuro se as forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos entrarem em uma cidade como Falluja, de uma maneira determinada, terão que ter o consentimento do governo iraquiano. Mas o analista político da BBC Jon Devitt disse que os comentários de Blair destacam uma contradição potencial entre controle político e operacional. Segundo ele, não está claro se os Estados Unidos vão compartilhar a visão de Blair de que a ação militar em Falluja pode ser classificada como política. O primeiro-ministro britânico foi muito menos explícito sobre um cronograma para a retirada de tropas estrangeiras do Iraque. Blair disse que os soldados vão permanecer o país até que se prepare um Exército iraquiano e força policial eficazes. Chirac O presidente da França, Jacques Chirac, disse que o esboço de resolução das Nações Unidas sobre a transferência de soberania para o Iraque é uma boa base para discussão, mas precisa ser mais trabalhada. Em conversa telefônica com o presidente americano George W. Bush, Chirac disse que tem que haver uma transferência real de poder no final de junho para os iraquianos. Posição semelhante foi manifestada pelo ministro do Exterior da Alemanha, Joschka Fischer. O Ministério do Exterior da Rússia disse que qualquer resolução da ONU deve garantir que a nova administração iraquiana tenha a confiança do povo e que os iraquianos tenham controle sobre seus próprios recursos naturais e segurança. O ministro do Exterior do Irã, Kamal Kharrazi, disse que o esboço de resolução é ambíguo. O Conselho de Governo do Iraque, liderado pelos americanos, disse que o esboço não atendeu a suas expectativas (e que seu desejo era ter voz na formulação da resolução, que foi apresentada pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha na segunda-feira. |
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